Escolhido para ser o substituto de Dorival Júnior no SPFC, Thiago Carpini deixará o Juventude para viver o maior desafio em sua curta carreira como técnico. Uma reunião nesta quinta-feira (11) no estádio do Morumbi selou o acordo entre as partes. Ao clube gaúcho será pago a multa rescisória avaliada em R$ 1 milhão. No Bate Pronto, da Rádio Jovem Pan, Flávio Prado enxerga como uma boa aposta, mas acredita que a postura da diretoria será importante para dar certo.
“Vai depender muito de respaldo, vai ter que oferecer respaldo da direção e principalmente dos jogadores. Comprar a briga dele. Nenhum treinador tem estabilidade no futebol brasileiro, mas o mais jovem é mais complicado. Então, tudo isso vai ter que ser considerado, mas não tinha opção. Eu acho uma aposta interessante. Não dava para fazer grandes investimentos”, inicia o jornalista.
Carpini teve uma ascensão meteora no futebol brasileiro. Com apenas 39 anos, levou o Água Santa ao vice, perdendo para o Palmeiras na final. Para o segundo semestre, o treinador tinha como ideia viajar ao exterior para colher novas experiências. Entretanto, aceitou o convite do Juventude que estava na zona de rebaixamento da Série B e alcançou o acesso.
Flávio Prado recorda casos em que o SPFC não bancou apostas
Em seu comentário, Flávio Prado insiste na importância do respaldo como fundamental para Carpini colher frutos. O jornalista recorda casos recentes em que o clube não manteve apostas por muito tempo no comando.
“É um treinador jovem, uma boa promessa e foi bem onde passou. Foi vice-campeão com o Água Santa, fez o que fez no Juventude que foi ótimo, mas claro São Paulo é outra coisa. Tudo depende se ele tiver respaldo. E a história do São Paulo não mostra muito isso e dar respaldo aos jovens treinadores. O Telê Santana na primeira passagem foi engolido rapidamente. Depois voltou e se transformou no maior ou um dos maiores do clube”, lembra.
“Uma experiência recente com André Jardine, Baresi. Não houve respaldo para esta gente. O André Jardine hoje é técnico do maior time do México. O América não deve nada pra nenhum time brasileiro. O Rogério Ceni já foi demitido pelo São Paulo, então ninguém tem estabilidade. O Carpini fez bem em topar, eu também aceitaria. Fez muito bem. Ele é competente, estudioso, sabe trazer o grupo pra ele. É uma boa tentativa”, conclui Flávio Prado.

