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Walter Casagrande não esconda a insatisfação com a mudança de local pouco antes da final da Copinha. O ex-jogador que coleciona boas memórias do local, lamenta que tantos jovens não poderão atuar no Pacaembu.
“Fico triste de ver o estádio ser tratado dessa forma. A prioridade dessa empresa teria que ser o estádio pronto no dia 25/1/2024”, lamenta o comentarista em coluna no UOL.
“Pronto de verdade e não só para dez mil pessoas, gramado meia boca com risco da garotada se machucar e muito menos com pilhas de entulhos jogadas por todo lado”, critica.
“Quem já foi ao Pacaembu se lembra muito bem que antes do locutor do estádio dar escalação ele falava assim: ‘Bem-vindos ao seu, ao meu, ao nosso PA-CA-EM-BU'”, relembra Casagrande. Em seguida, o ex-jogador afirma que agora o Pacaembu não é mais ‘nosso’.
“E hoje em dia não é nem seu, nem meu, nem nosso e nem de ninguém esse estádio que faz parte do coração do paulistano”, acrescenta Casagrande.
“Termino esse texto com muita tristeza, desapontado e revoltado pelo descaso com o seu, meu, nosso PA-CA-EM-BU”, concluiu.
Mudança no local da final da Copinha
O Paulo Machado de Carvalho não será mais palco da final da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2024. Na terça-feira (16), a Federação Paulista de Futebol divulgou uma nota a qual afirma que as obras do estádio não estarão prontas a tempo do próximo dia 25 de janeiro.
A data marca o aniversário da cidade de São Paulo, quando tradicionalmente ocorre a decisão do principal torneio de juniores no país.
A FPF entrou em acordo com a prefeitura de São Paulo e a concessionária para chegar ao veto do Pacaembu por “questões de segurança”. No local ainda não há gramado plantado e sequer uma boa estrutura de arquibancada que possa evitar qualquer tipo de acidente.
Criticada por Casagrande, concessionária se manifesta após veto
A Allegra, empresa responsável pelas obras no Pacaembu, emitiu uma nota para explicar a situação. Ainda que a decisão da Copinha esteja vetada, há a expectativa de reabertura do estádio ainda neste semestre.
“A Concessionária Allegra Pacaembu informa que as obras de reforma, modernização e restauro do Complexo Pacaembu cumprem os prazos definidos em contrato”, afirma a empresa.
“A abertura no dia 25 de Janeiro sempre foi uma opção da concessionária, não obrigação contratual. Não há atrasos. As obras seguem em ritmo acelerado e a reabertura do Complexo do Pacaembu se dará em fases ao longo do primeiro semestre de 2024”, diz a nota.
Ainda em sua coluna, Casagrande afirma que a grande preocupação da concessionária não é o futebol, mas sim interesses financeiros.
“A preocupação é o suposto hotel para ganhar dinheiro, e tudo que será prioridade está relacionado ao investimento”, dispara o comentarista.
“O sonho dos garotos daqui e dos times que vêm de fora que é tentar chegar à final para jogar nesse estádio mágico e histórico também não tem importância. O único sonho que importa é o ‘quanto vamos ganhar'”, aponta Walter Casagrande sobre a mudança da final da Copinha.

