Vinicius Júnior é um dos principais jogadores da Seleção (foto: Rafael Ribeiro/CBF)
O discurso de confiança, mas sem euforia, marcou a entrevista de Vinicius Júnior nesta quarta-feira, em Orlando, nos Estados Unidos. Em meio à preparação para o amistoso contra a França, o atacante foi direto ao abordar as expectativas para a Copa do Mundo e deixou claro: o Brasil não é favorito para a Copa do Mundo neste momento.
Apesar de contar com um elenco repleto de talentos, o jogador destacou que o desempenho recente da equipe pesa na avaliação. Portanto, segundo ele, o grupo ainda precisa provar seu valor dentro de campo.
– Acredito que (a Seleção) não é a favorita pelos resultados que tivemos. Mas o peso da camisa, peso dos jogadores que temos aqui… Só faltava encaixar. Depois que o Ancelotti chegou, a gente tem uma ideia melhor de jogo. Ele tira muito o peso de nós. É fazer de tudo para colocar o Brasil no topo mais uma vez. A gente não quer o favoritismo, quer colocar o Brasil no topo – afirmou o camisa 7.
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Momento pessoal impulsiona protagonismo
Embora adote cautela ao falar do coletivo, Vini vive uma fase extremamente positiva em nível individual. O atacante, destaque do Real Madrid, afirmou estar no melhor momento da carreira e pronto para assumir mais responsabilidades com a camisa do Brasil.
Além disso, ele reforçou que mantém foco total na preparação para o Mundial, ignorando críticas externas e priorizando desempenho dentro de campo.
– Não ligo muito para o que as pessoas falam. Eu sei do meu trabalho e como me dedico para a Copa do Mundo. É onde todos os jogadores querem estar. Sobre a minha fase, eu sempre tento estar na minha melhor fase, fazendo gols, assistências. Estou no meu momento mais feliz. Tudo que faço no Real Madrid espero fazer aqui na Seleção – disse Vini.
Elenco jovem e competitivo anima o grupo
Outro ponto destacado pelo atacante foi a qualidade do elenco. Mesmo sem assumir o rótulo de favorito, Vini acredita que o grupo da Seleção possui opções capazes de decidir jogos importantes.
Com isso, ele citou nomes que vivem bom momento e jovens talentos que chegam para reforçar a equipe, criando um ambiente competitivo e promissor.
– Imagino que todo mundo queira que eu seja um dos protagonistas. Estou preparado para todos os desafios da minha carreira. Já joguei uma Copa do Mundo, não quero voltar a perder. Tenho trabalhado muito em casa, não quero lesionar. Tem o Raphinha, tem o João Pedro. Os mais novos que estão chegando, Endrick, Estêvão. Está todo mundo preparado. A gente pode decidir o jogo em uma bola parada. É assim que se ganha uma Copa do Mundo – disse Vini Jr.
Preparação e últimos testes antes da convocação
A Seleção entra em campo nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), contra a França, em Boston. Em seguida, enfrenta a Croácia, no dia 31, em Orlando. Esses amistosos serão decisivos para os últimos ajustes antes da lista final.
Posteriormente, o técnico Carlo Ancelotti anunciará os convocados para a Copa do Mundo no dia 18 de maio, no Rio de Janeiro. Até lá, o Brasil ainda terá compromissos contra Panamá, no Maracanã, e Egito, em Cleveland, já em solo dos EUA.

