Home Extra Corinthians começa quitação de dívida de R$ 224 milhões do RCE; veja quem mais tem a receber

Corinthians começa quitação de dívida de R$ 224 milhões do RCE; veja quem mais tem a receber

Clube já pagou duas parcelas do acordo judicial, mas valor do débito segue crescendo por causa de juros

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Corinthians começa quitação de dívida de R$ 224 milhões do RCE; veja quem mais tem a receber

Osmar Stabile entrou no Corinthians em agosto e tenta organizar as finanças do clube (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)

O Corinthians deu início ao pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), considerado um dos principais pilares do plano de recuperação financeira do clube. Porém, apesar dos primeiros depósitos realizados, a dívida do Corinthians no RCE aumentou e já alcança R$ 224,9 milhões.

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Nas duas primeiras parcelas do acordo homologado pela Justiça, o clube desembolsou R$ 5,2 milhões. Mesmo assim, a incidência de juros, especialmente pela correção via Selic, fez o passivo crescer nos últimos meses.

Inicialmente, em abril de 2025, a lista apresentada pela diretoria contabilizava R$ 190,8 milhões em dívidas ligadas a processos judiciais em execução. No entanto, poucos meses depois, em setembro, o montante já havia subido para R$ 192,7 milhões.

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Pagamentos começaram após aprovação do plano

O plano do RCE foi aprovado judicialmente em janeiro deste ano. A partir disso, o Corinthians começou oficialmente os pagamentos em março, utilizando como base o percentual das receitas recorrentes obtidas no mês anterior.

Naquele momento, a dívida corrigida já alcançava R$ 227,9 milhões. Segundo a Diretoria Financeira, o crescimento ocorreu principalmente devido à atualização monetária pela taxa Selic.

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Além disso, mesmo com questionamentos feitos por alguns credores sobre os cálculos apresentados em 2025, o clube sustenta que os números refletem apenas a atualização legal das pendências.

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Em março, o pagamento da primeira parcela, no valor de R$ 2,5 milhões, reduziu o passivo para R$ 225,3 milhões.

Entretanto, no mês seguinte, os juros fizeram a dívida subir novamente para R$ 227,6 milhões. Após a segunda parcela, de R$ 2,6 milhões, o valor total caiu para os atuais R$ 224,9 milhões.

Lista reúne 23 credores e 32 processos judiciais

Ademais, a atual dívida do Corinthians no RCE envolve 32 processos judiciais relacionados a 23 credores diferentes.

Entre os maiores valores aparece o empresário Giuliano Bertolucci, que sozinho possui saldo superior a R$ 76,9 milhões a receber do clube.

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Além disso, empresas ligadas ao mercado esportivo, agências de intermediação e fornecedores também integram a relação.

Veja os 10 maiores credores do Corinthians no RCE

1. Giuliano Pacheco Bertolucci

R$ 76.961.241,59

2. Talents Sports Ltda

R$ 24.911.765,35

3. Fair Play Football Association Participações Ltda

R$ 21.844.210,62

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4. Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda / Pixstar Brasilian N.V

R$ 20.083.089,42

5. RC Consultoria e Assessoria Esportiva Ltda

R$ 13.862.199,53

R$ 13.253.064,12

7. Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva Ltda

R$ 11.417.832,14

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8. Pro Futebol Assessoria Administrativa Ltda

R$ 9.511.492,49

9. Andre Cury Marduy

R$ 8.317.526,14

10. Nacional Atlético Clube

R$ 6.989.283,81

Plano prevê dez anos para quitação das dívidas

O RCE do Corinthians possui valor global estimado em aproximadamente R$ 450 milhões. Todavia, os R$ 191 milhões inicialmente apresentados correspondiam apenas aos processos que já estavam em fase de execução judicial.

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O pacote inclui débitos com:

  • empresários;
  • fornecedores;
  • jogadores;
  • direitos de imagem;
  • assessorias esportivas;
  • prestadores de serviço.

Por outro lado, o plano não engloba dívidas tributárias nem o financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.

O acordo firmado prevê prazo de dez anos para quitação total das pendências.

Além disso, os percentuais das receitas destinados ao pagamento serão progressivos:

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  • 4% das receitas recorrentes no primeiro ano;
  • 5% no segundo;
  • 6% a partir do terceiro ano.

Diretoria vê RCE como passo essencial para recuperação financeira

Primeiramente, a diretoria entende que o Regime Centralizado de Execuções representa uma ferramenta importante para reorganizar as contas do clube.

Com o plano em vigor, o Timão evita os bloqueios constantes em contas bancárias. Assim sendo, a avaliação dos dirigentes é que o sistema oferece maior previsibilidade financeira e cria condições para um planejamento mais sustentável no futuro.

Atualmente, a dívida bruta total do clube gira em torno de R$ 2,7 bilhões, cenário que transformou a reestruturação financeira em uma das prioridades máximas da gestão alvinegra.

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