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Infantino recebeu R$ 8,8 milhões fora do relatório da FIFA, aponta The Times

Registros fiscais mostram valores pagos pela empresa da Copa de 2026, mas FIFA afirma que benefícios seguem as exigências de declaração

Gabrielle Junqueira
Gabrielle Junqueira possui cerca de sete anos de experiência na área de jornalismo, com ênfase na produção de conteúdo para rádio, televisão e portais de notícias nacionais e internacionais. Formada em Jornalismo com ênfase em Multimídia pelo Centro Universitário UNA no ano de 2020. Atualmente, sua atividade principal reside na análise de partidas e do desempenho de equipes em seus respectivos campeonatos ao redor do mundo. Em sua trajetória profissional, Gabrielle também teve a oportunidade de atuar em meios de comunicação como a Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT), atendendo a mais de 400 emissoras do Estado.
Infantino recebeu R$ 8,8 milhões fora do relatório da FIFA, aponta The Times

Gianni Infantino teve pagamentos da empresa organizadora da Copa de 2026. Foto: Latin Sport Images/Alamy Live News

Gianni Infantino, presidente da FIFA, recebeu US$ 1,76 milhão em 2024, cerca de R$ 8,82 milhões, em pagamentos que não apareceram no relatório anual da entidade, aponta uma investigação do The Times nesta terça-feira (13). Os valores foram pagos pela empresa responsável pela organização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos.

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Desta forma, os documentos apresentados ao Internal Revenue Service (IRS), pela FWC2026 US Inc, revelam que a quantia teria sido recebida além do salário e dos bônus. Inclusive, o relatório informa 4,274 milhões de francos suíços para Infantino, aproximadamente R$ 26 milhões. Com isso, a controvérsia envolve a ausência dos pagamentos adicionais na prestação pública de contas da entidade.

Por que os pagamentos são questionados?

A discussão gira em torno da transparência da remuneração do presidente. Miguel Maduro, ex-presidente do comitê de governança da FIFA, defendeu uma investigação independente. Ao The Times, ele afirmou que pagamentos feitos por empresas vinculadas à entidade precisam ser divulgados e considerou a omissão uma violação dos estatutos.

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Entretanto, a FIFA rejeitou a alegação de descumprimento de suas regras e afirmou que a remuneração anual e os benefícios contratuais de Infantino são determinados pelo subcomitê responsável. “Esses benefícios são informados às autoridades dos EUA de acordo com as exigências de declaração”, disse o representante.

Na sequência, a entidade mencionou contribuições sociais, previdência e outros benefícios contratuais. Porém, a FIFA não esclareceu por que os pagamentos adicionais não aparecem no relatório anual. Aliás, dentro do montante citado, US$ 626.229, cerca de R$ 3,1 milhões, foram classificados como outras remunerações sujeitas à declaração.

Sendo assim, a investigação levantou a possibilidade de que parte do dinheiro tenha custeado despesas de uma residência de luxo em Miami. Já a agência Italpress acrescenta que um porta-voz de Eric Schmidt, ex-chefe do Google e proprietário do imóvel, afirmou que Infantino pagou aluguel a preços de mercado durante três anos e já não mora no local.

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Por fim, fontes ouvidas pelo The Times relataram repasses semelhantes ou maiores em 2025 e 2026. Mas, o pagamento para moradia não foi confirmada pela FIFA.

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Infantino tem reunião do Conselho da FIFA

Vale lembrar que a divulgação ocorre em meio ao desgaste provocado pelo projeto de abrir os ativos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, que enfrentou oposição de confederações.

Infantino se reunirá com os outros 36 integrantes do Conselho da FIFA em Zurique na quinta-feira (15). Isto é, o dirigente mantém a intenção de disputar a reeleição em março de 2027, enquanto a cobrança por esclarecimentos sobre os pagamentos se soma ao debate sobre sua gestão.

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