Goleiro da Argentina pinta cabelo em protesto contra a homofobia

Nahuel Guzman, atleta da seleção argentina e do Tigres, deixou o cabelo com as cores do arco-íris em homenagem às causas LGBT

Henry zatz correia
Colaborador do Torcedores

Neste final de semana, o Nahuel Guzman, goleiro do Tigres (México), surpreendeu ao aparecer com o cabelo completamente modificado. Ele entrou em campo, neste domingo, dia 12/01, contra o Atlético de San Luís com as cores do arco-íris na cabeça.

Depois disso, o jogador, que foi reserva da seleção argentina na Copa do Mundo de 2018, falou, pelas redes sociais, sobre o preconceito com a comunidade LGBT pelo mundo.

“Ano 2020 no planeta Terra. Casos de discriminação homofóbica ainda estão presentes em nossa sociedade e o futebol não é exceção. Compreender nossa enorme diversidade social e promover os direitos x inclusão é o compromisso de todxs.”, escreveu o atleta.

Com 33 anos de idade, Guzman tem passagens pelo Newell’s Old Boys, Independiente Rivadavia e atua pelo Tigres desde 2014.

A homofobia no futebol brasileiro

No Brasil, o combate à homofobia no futebol tem crescido há um tempo e se intensificou no último ano. Em 2019, pela primeira vez, um árbitro parou um jogo por causa de gritos homofóbicos. O caso ocorreu na 16ª rodada do Brasileirão na partida entre Vasco x São Paulo, o juiz era o Anderson Daronco.

No ano passado, os clubes brasileiros se uniram nas redes sociais para fazer mensagens contra o preconceito. E também no último ano, o STJD emitiu um ofício contra os casos de homofobia, prevendo, inclusive, perda de pontos dos clubes caso os torcedores continuem com cantos preconceituosos.

Em 2019, a própria CBF chegou a ser multada pela Conmebol em decorrência de gritos homofóbicos na Copa América. Na ocasião, a entidade sulamericana aplicou uma multa no valor de US$ 15 mil (R$ 57 mil, aproximadamente).

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