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“Não há evidências”, diz Tottenham sobre suposto caso de racismo em jogo

Antonio Rudiger, do Chelsea, afirmou ter ouvido gritos ofensivos por parte dos torcedores do Tottenham. Partida chegou a ser paralisada na Premier League

Aécio de Paula
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação: Chelsea

Algumas semanas após um suposto caso de racismo envolvendo torcedores do Tottenham e um jogador do Chelsea, a polêmica continua. É que nesta segunda-feira (6), o time do Tottenham resolveu se pronunciar sobre o caso. De acordo com o clube, não foi encontrado nenhuma evidência de ataques raciais contra o jogador Antonio Rudiger, do Chelsea. Ainda de acordo com o clube, nenhuma linha de investigação nesse sentido encontrou qualquer caso de racismo.

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No último dia 22 de dezembro, durante a partida entre Tottenham e Chelsea, o jogador do time azul Antonio Rudiger disse ter ouvido gritos racistas por parte dos torcedores do time da casa. O jogo aliás chegou a ser interrompido por algum tempo. Agora um comunicado do Spurs afirma que o clube e a polícia Metropolitana que investigava o caso “esgotaram todas as vias de investigação”.

“Apoiamos totalmente Antonio Rudiger com a ação que ele tomou. No entanto, não há evidências que corroborem ou contradigam a alegação e, como tal, nem nós nem a polícia estamos em posição de tomar outras medidas”, diz a nota. Ainda de acordo com o clube, a polícia fechou o relatório de crime sobre este assunto.

“Estamos orgulhosos”

O clube acrescentou que trabalha incansavelmente para combater casos de racismo no futebol. Mas, ainda segundo o comunicado, esse caso específico não trouxe nenhuma prova do suposto crime.  “Estamos muito orgulhosos de nosso trabalho anti-racismo e de nossa tolerância zero a qualquer forma de discriminação. Essa é uma das razões pelas quais atribuímos tanto tempo e recursos à investigação desse assunto.

O clube disse que é capaz de rastrear todos os torcedores que entram no estádio. Para isso, eles utilizam câmeras de alta tecnologia que seriam capaz de gravar qualquer um dos mais de 62 mil torcedores (este é o limite do estádio). O clube disse que caso alguém fosse pego em um ato de racismo “receberia uma proibição vitalícia”.

“Se surgir alguma informação nova, isso será totalmente investigado”, completa a nota.

Até a publicação dessa matéria, nem o jogador nem o Chelsea tinham se pronunciado sobre o assunto.

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