De Ceni a Tevez: ídolos que voltaram a defender as cores de seus clubes

Alguns ídolos voltam como jogadores, outros como técnicos, mas o importante é que decidiram voltar e agradar torcedores e o bom futebol

Gabriella Brizotti Cesar
Colaborador do Torcedores

Um ídolo marca sua equipe de diversas maneiras, em sua grande maior positivamente. Entretanto, muitas vezes o atleta deixa o time na qual se tornou herói e busca novos desafios. Em alguns casos, depois de um certo tempo o ídolo retorna a equipe na qual o elevou para tentar uma nova chance.

Elencamos histórias de alguns jogadores que foram embora e voltaram, alguns como jogadores, outros como membros internos dos clubes.

Robinho e seu caso de amor com o Santos

O atacante foi revelado no Peixe em 2002 e logo mostrou toda sua habilidade, conquistou títulos e logo se tornou ídolo. Em 2005 teve sua saída anunciada para a Europa, entretanto sem muito sucesso. Em 2010, Robinho voltou a vestir a camisa alvinegra e ao lado de Neymar e Ganso, mais uma vez chamou atenção. Logo depois, mais uma vez foi para a Europa, dessa vez para o Milan (ITA). Em 2015, o Santos anunciou novamente seu retorno, pela terceira vez, e mais uma vez Robinho foi essencial para a equipe.

Lugano e Luis Fabiano, ídolos do Tricolor Paulista

O uruguaio Diego Lugano e o brasileiro Luis Fabiano marcaram a história do São Paulo. Em 2003 e 2004, foram colegas de equipe, e cada um com suas particularidades conquistaram o torcedor. Em 2005, LF9 foi buscar novos desafios no Porto (POR), já Lugano foi para o Fenerbahce (TUR) em 2006. Era 2011 quando o Tricolou anunciou a volta de seu atacante matador, sua permanência durou cinco anos. Já o zagueiro conhecido por seus carrinhos, teve seu retorno anunciado em 2016. Hoje em dia, Diego Lugano é dirigente do Tricolor, enquanto Fabuloso se encontra sem clube.

Los hermanos también vuelven

Se engana quem pensa que só no Brasil os ídolos voltam aos clubes que elevaram sua carreira. Na Argentina um caso bem marcante foi de Carlitos Tévez e Juan Román Riquelme. Os dois defenderam a equipe do Boca Juniors e ambos terminaram suas participações como ídolos da equipe. Riquelme mesmo longe, sempre declarou que tinha o sonho de se aposentar no Boca. Em 2007 seu retorno foi anunciado de volta a equipe Xeneize e até 2014 integrou o time, somente uma renovação de contrato que não ocorreu, separou Riquelme de seu sonho. O argentino se aposentou então no Argentinos Juniors. Apesar disso, em 2019, o atacante voltou a aparecer nas manchetes do Azul y Oro: integrou a chapa que concorreu a presidência do clube e tornou-se vice presidente do Boca Juniors.

Tévez teve sua volta anunciada 2015, em 2017 teve uma breve passagem pelo Shanghai Shenhua e em 2018 voltou ao Boca, equipe na qual atua até hoje e pretende se aposentar lá.

De ídolo em campo a técnico

O ídolo do Dínamo de Kiev, Andriy Shevchenko iniciou sua carreira no clube ucraniano e lá fez sua história. Em 1999, decidiu tentar a carreira no Milan e lá escreveu mais um capítulo de sua vida. Retornou ao Dínamo em 2009, mas antes somou uma passagem pelo Chelsea. Em 2012 se aposentou dos gramados no clube do coração. Hoje em dia, o craque atua como técnico da Seleção Ucraniana.

Outro ídolo que tornou-se técnico foi Rogério Ceni. O goleiro-artilheiro jogou sua carreira inteira em único clube: O São Paulo. Após 25 anos defendendo a meta do Tricolor, Ceni resolveu se aposentar. Em 2017 voltou aos gramados do Morumbi, dessa vez como técnico, porém não obteve sucesso. Atualmente é treinador do Fortaleza.

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