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Estilo pragmático do Manchester United triunfa sobre o toque de bola do Chelsea em partida marcada pelo má utilização do VAR

Árbitro de vídeo anulou dois gols dos Blues e deixa passar agressão de Maguire, autor do segundo gol dos Red Devils; resultado coloca o Manchester United na briga pela vaga na próxima edição da Liga dos Campeões

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Twitter / Premier League

Já faz algum tempo que Ole Gunnar Solskjaer vem fazendo o Manchester United jogar um futebol mais pragmático, baseado em transições rápidas e muita força na marcação a partir do seu 3-4-1-2 bem definido. A vitória fora de casa sobre o Chelsea de Frank Lampard por 2 a 0 poderia ser um bom exemplo de como o treinador norueguês vem conseguindo deixar os Red Devils competitivos mesmo com tantos problemas no elenco. No entanto, mesmo com as boas atuações de Fred, Bruno Fernandes, Martial e Baily, o triunfo do Manchester United acabou sendo diretamente influenciado pelo mau uso do VAR, que ignorou agressão de Maguire ainda no primeiro tempo e anulou erradamente gol de Zouma na segunda etapa. É bem verdade que o Chelsea cedeu demais e falhou nos momentos decisivos (principalmente com Batshuayi), mas é impossível não levar em conta a atuação do árbitro de vídeo nessa partida válida pela Premier League. Ficou feio.

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O Manchester United vinha de três partidas sem balançar as redes na Premier League (derrotas para o Burnley e Liverpool e empate sem gols com o Wolverhampton) e precisava de um bom resultado para se manter próximo da zona de classificação para a próxima Champions. Mesmo assim, Solskjaer manteve o seu 3-4-1-2 (que se transformava num 5-4-1 quando sua equipe era atacada) com Bruno Fernandes armando o jogo junto com o brasileiro Fred e servindo Martial e Daniel James no ataque. Do outro lado, Frank Lampard mantinha o 4-3-3 no Chelsea, mas via sua equipe perder Kanté por lesão logo nos primeiros minutos. Mesmo assim, os Blues chegaram com bastante perigo ao ataque e desperdiçaram boas cahnces com Batshuayi, Willian e Pedro Rodríguez. O primeiro lance capital (e primeiro erro do VAR) viria aos 20 minutos, quando Maguire e Batshuayi caíram fora de campo e o camisa 5 do Manchetser United levantou o pé atingindo o atacante belga. Lance que o árbitro de vídeo não considerou passível de expulsão.

A partida seguiu equilibrada no primeiro tempo (com o Chelsea tendo um pouco mais de posse de bola do que o United) até o gol de Martial em belo cruzamento de Wan-Bissaka (após belo drible em Willian), aos 44 minutos da segunda etapa. Os Blues voltaram do intervalo mais ligados na marcação e com as suas linhas mais adiantadas, ao passo que os Red Devils se fecharam ainda mais na defesa para explorar a velocidade de Bruno Fernandes, Martial e James no setor ofensivo. Aos 11 minutos da segunda etapa, veio a segunda polêmica. O VAR entendeu que Azpilicueta empurrou Williams antes da bola chegar em Zouma fora do lance, mas o defensor do Chelsea foi empurrado antes por Fred. Pênalti claro que o árbitro de vídeo ignorou. Conforme o time de Frank Lampard foi se lançando ao ataque (e abrindo espaços), o Manchester United foi se lançando ao ataque sem perder a consistência defensiva e chegou ao seu segundo gol com Maguire. Aquele mesmo que deveria ter sido expulso ainda no primeiro tempo por agressão a Batshuayi.

O Chelsea ainda teria mais um gol anulado (desta vez milimetricamente) pelo árbitro de vídeo depois que Giroud (substituto do inoperante Batshuayi) recebeu passe de Mount com metade do pé à frente de Maguire. Aos poucos, por conta da forte marcação e da intensidade nas perseguições, o time do Manchester United sentiu o cansaço e viu seu adversário realizar uma forte pressão na frente da sua área no Stamford Bridge. Pedro fez De Gea trabalhar após cabeçada e Mason Mount acertou a trave após cobrança de falta da direita. Mas nada que alterasse o placar e que superasse a marcação dos Red Devils. Solskjaer sacou Martial e Bruno Fernandes para as entradas de Dalot e Ighalo nos minutos finais e quase fez o terceiro em jogada iniciada por Fred (que roubou a bola de Jorginho no ataque) e acionou Ighalo, que parou em Caballero. Depois disso, o Manchester United apenas administrou o resultado até o apito final e comemorou bastante a vitória importante fora de casa.

Apesar da atuação ruim do VAR, os Red Devils souberam aguentar a pressão do Chelsea e mostraram que têm condições de brigar na parte de cima da tabela da Premier League. E o clube ainda fica na expectativa pela punição ao Manchester City que, se realmente for proibido de disputar a próxima edição da Liga dos Campeões da UEFA, a Premier League vai abrir a vaga para o quinto colocado. E com essa vitória sobre o Chelsea deixou o Manchester United na sétima posição com 38 pontos, três a menos do que o Chelsea, o quarto colocado na tabela. É bem verdade que os comandados de Solskjaer podem (e devem) jogar muito mais do que vem jogando. Por outro lado, diante da necessidade de se reforçar o sistema defensivo, o esquema com três zagueiros (e a conhecida linha de cinco na defesa) acabou se tornando a solução mais eficaz. Do outro lado, o Chelsea ainda está em situação melhor do que o rival desta segunda-feira (17), mas mostrou que precisa aproveitar melhor as chances que tem durante os noventa minutos.

O Manchester United ainda tem um longo caminho a percorrer. No entanto, apesar da clara influência do VAR na vitória sobre o Chelsea, os Red Devils mostraram ter condições de crescer na reta final da competição. E uma vaga na próxima Liga dos Campeões da UEFA seria um feito impressionante para Solskjaer e seus comandados.

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