Clubes da Série B darão férias coletivas a jogadores a partir do dia 1º de abril, diz comunicado

Certame nacional da Série B estava previsto para ser iniciado na primeira semana de maio

Cido Vieira
Jornalista em formação, e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com, trabalho como setorista do Botafogo e futebol nordestino

Crédito: Lucas Merçom - Divulgação - Fluminense

Os integrantes da Série B do Brasileirão chegaram a um acordo e darão férias coletivas de 20 dias para os jogadores e comissão técnica em virtude da pandemia do coronavírus. A medida passa a valer a partir do 1º de abril, e pode ser prorrogada por mais 10 dias, caso o cenário do calendário nacional de futebol ainda siga indefinido. A informação foi confirmada em comunicado veiculado pela Chapecoense na manhã desta quinta-feira (26).

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No acerto, ficou estabelecido que os clubes vão manter o pagamento integral dos salários no mês de março. Contudo, fica em aberto a possibilidade de um possível corte de 25% em caso de prorrogação das suspensões após fim das férias. Os clubes ser reunirão novamente no dia 15 de abril para definir esta medida.

Segundo o documento divulgado pelo Verdão do Oeste, a decisão levou em conta o impasse entre Conselho Nacional de Clubes (CNC) e Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (FNAPF).

Ontem, o sindicato que representa os atletas profissionais rejeitou a proposta oferecida pela CNC que previa uma redução de 25% dos salários dos jogadores durante o período em que o futebol estiver suspenso. Uma contraproposta foi oficializada, a qual prevê pagamento integral dos salários e mais alguns benefícios, bem como uma solicitação para que a CBF faça intervenção em caso de não pagamento.

CONFIRA O COMUNICADO DIVULGADO PELA CHAPECOENSE:

Os 20 clubes que integram a Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional, em conformidade com a Medida Provisória 927, de 22 de Março de 2020, diante da pandemia do Coronavírus (Covid-19), que causou o cancelamento de jogos, a paralisação de campeonatos e a recorrente perda de receitas que dificultam o cumprimento de suas obrigações sociais e financeiras, e do impasse na negociação entre o Conselho Nacional de Clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), DECIDIRAM conjuntamente adotar as seguintes medidas:

1 – A concessão de férias de 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias, a todos os atletas profissionais, membros de comissões técnicas e funcionários a partir de 1º de abril de 2020, em conformidade com o artigo 6º da Medida Provisória 927, de 22 de março de 2020. Salientamos que tal prorrogação dependerá de reavaliação do cenário e das condições de paralisação, sendo que tal item será definido em reunião entre os 20 clubes, no próximo dia 15 de abril de 2020;

2- Apesar das dificuldades impostas pelas paralisações das atividades, os clubes não medirão esforços e realizarão os pagamentos dos salários do mês de março/2020 integralmente. Porém, em se mantendo este cenário de paralisação após o período de férias coletivas, poderá ser necessário aplicar a redução de 25% (vinte e cinco por cento) na remuneração de todos os atletas profissionais, membros de Comissões Técnicas e funcionários durante o período que durar a paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior;

3- A suspensão, pelo período de paralisação, de todos os Contratos de Direito de Imagem, cabendo a cada clube individualmente analisar e observar as características próprias dos respectivos contratos para as consequentes suspensões;

4- Solicitar às Federações, Confederações e a todas as entidades que organizam campeonatos um período mínimo para condicionamento físico dos atletas de 20 (vinte) dias entre o término da paralisação e a realização de partidas oficiais; e

5- Colocar as dependências esportivas de todos os clubes à disposição das autoridades sanitárias e de saúde para a instalação de leitos, coleta de sangue, realização de exames e outras atividades que se façam necessárias para o auxílio no combate à pandemia e suas consequências.

Temos a absoluta certeza que as providências acima são estritamente necessárias para não haver um colapso financeiro com consequências muito mais graves e que contaremos com o apoio e a compreensão de todos os envolvidos.

Brasil, 25 de março de 2.020

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