Neto discorda de redução salarial dos jogadores, argumenta dívidas e dispara: “se fosse eu tava preso”

Ex-jogador se mostrou indignado no programa Os Donos da Bola desta quarta-feira (25)

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 26 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Reprodução/Youtube

Uma possível redução salarial dos jogadores que atual no futebol brasileiro incomoda Neto. Na edição desta quarta-feira (25) do programa Os Donos da Bola, o ídolo corintiano avaliou que os pagamentos devem ser feitos integralmente.

Neto argumentou que os clubes, em sua maioria, são mal geridos e têm altas dívidas para com o governo federal.  “Vou dar uma letra aqui pra vocês”, avisou.

“Quando os presidentes dos clubes vêm, num momento como esse (de pandemia do coronavírus), ‘ah, não tem dinheiro’. Mas pera aí, vocês acabaram com os clubes”, observou Neto.

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“A maioria dos clubes brasileiros foi quase decepada pelos presidentes de clubes, o que estão, os que estavam e os que já morreram”, prosseguiu 

“Vocês deixaram dívidas trilhardárias, pra todo mundo! E agora num momento como esse vocês ficaram bonzinhos?”, questionou.

“Só o Corinthians deve pra União R$ 700 milhões. Atlético-MG R$ 350 (milhões). Vasco R$ 250 milhões! Botafogo, R$ 250 (milhões), Flamengo R$ 220 (milhões), Fluminense R$ 170 (milhões), Guarani R$ 140 (milhões)”, enumerou Neto.

“Se fosse eu, você que tá em casa, o Fernandinho (Fernandes), o Edilson, a gente tava preso, ou não ia ter aonde morar! A gente ia ter tudo sujo. Mas aí os clubes vêm agora dando de coitadinho, espera um pouquinho!”, exclamou.

De acordo com informações do site UOL, o assunto da redução salarial surgiu porque, segundo alegação dos clubes, muitos patrocinadores solicitaram a suspensão dos contratos. Isso porque o futebol está paralisado por tempo indeterminado, ou seja, as marcas das empresas não são expostas.

Ainda em consonância com o portal de notícias, 50 clubes (das Séries A, B e C do Brasileirão) se reuniram e formularam a seguinte proposta: antecipação de 30 dias de férias e redução salarial em 50% a partir do 31° dia. 

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