Kaká lamenta prisão de Ronaldinho e diz sobre coronavírus: “momento pra crescer e sair melhor”

Ex-jogador também disse que não lamenta a aposentadoria e comentou sobre a redução salarial dos jogadores do futebol brasileiro, em virtude da pandemia

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 26 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Reprodução/Youtube

Pentacampeão mundial pela seleção brasileira em 2002, Kaká lamentou a prisão de Ronaldinho Gaúcho. A dupla conquistou o título da competição internacional disputada na Coreia do Sul e do Japão. Ronaldinho está preso no Paraguai em virtude de um suposto uso de documentação falsa.

“É muito triste ver o Ronaldinho passando por essa situação. A minha torcida é pra que isso se resolva da melhor maneira, o mais rápido possível. Que a gente possa ver o Ronaldinho como sempre viu: ele sorrindo, brincando, se divertindo”, disse Kaká, no programa Jogo Aberto desta quarta (25).

Pandemia traz oportunidades

O ídolo são-paulino também falou sobre o coronavírus. Segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atingiu 375.498 pessoas e matou 16.362. 195 países já foram afetados.

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A pandemia, entretanto, pode ajudar a população mundial, na opinião de Kaká. ““Realmente é um momento muito especial na vida de todos nós, única. Eu converso com pessoas mais velhas, mais experientes e ninguém nunca passou por essa situação”, relatou.

“Tá sendo um momento de muitas reflexões, coisas acontecendo, decisões. Acredito que é um momento que a gente tem que aproveitar. Muitas oportunidades pra a gente crescer e sair dessa situação ainda melhor”, finalizou Kaká.

Veja a seguir outros assuntos da entrevista concedida por Kaká:

Redução de salário dos jogadores (1m40) – “Esse tema, realmente, é muito delicado. Eu acho que a gente vai entrar num momento onde todo mundo vai ter que ceder. Esse equilíbrio da balança vai ser o grande segredo, entre saúde e economia. Você pode não ser influenciado pelo vírus, mas pela economia. Fazer essa balança vai ser muito difícil. Os atletas vão ter que se adaptar porque a corda vai arrebentar no clube, nas confederações e no governo em geral” 

Aposentadoria não podia ser adiada? (3m56) – “Eu acredito, realmente, que eu parei no momento que eu tinha que parar. Porque eu não sinto falta nenhuma de estar no campo. A saudade que eu tenho é muito boa do tempo que eu vivi. Minha decisão de parar foi muito consciente, planejada” 

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