Primeiro treinador de Honda, Nelsinho Baptista avalia jogador e detalha cenário japonês diante de coronavírus próximo dos Jogos de Tóquio

Atualmente no Kashiwa Reysol, técnico brasileiro conheceu meia-atacante do Japão em passagem pelo Nagoya Grampus

Patrick Monteiro
Repórter do Torcedores com passagens por: jornal O Fluminense (Niterói/RJ) e diário Lance. Comentarista e narrador na extinta Rádio Fluminense AM 540, onde apresentou os programas "Futebol Internacional" e "Jornada Esportiva". Ex-colunista do site Chelsea Brasil. Cobriu, in loco, a Copa do Mundo FIFA 2014, incluindo a grande final (Alemanha x Argentina), entre outros eventos, como Rio Open de tênis, Copa Brasil de Vela e Conmebol Libertadores.

Crédito: Divulgação/Facebook/Kashiwa Reysol

Em 2004, Nelsinho Baptista estava na segunda das quatro passagens pelo futebol do Japão, comandando o Nagoya Grampus. Naquele ano, conheceu Keisuke Honda, nova revelação do clube à época e que teve o brasileiro como primeiro treinador na carreira de atleta profissional. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o atual técnico do Kashiwa Reysol recordou o período e falou sobre a situação do país asiático diante do novo coronavírus, que ameaça, por exemplo, a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

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“Ele (Honda) tem uma capacidade técnica muito boa, é um cara que tem uma presença ofensiva muito boa, uma finalização excelente, principalmente na bola parada. Vai ter limite de movimentação dentro do campo, mas com a bola no pé vai ajudar muito. Hoje, não sei dizer em que ponto ele está, mas esse tempo que ele está tendo de treinamento está sendo muito importante, imagino, porque ele pode sentir o ritmo do futebol brasileiro, mesmo que em treinamento”, comentou Nelsinho, que detalhou o cenário japonês em meio ao Covid-19.

“Temos um povo aqui muito disciplinado. Atendem a todo pedido do governo, que solicitou que todo os eventos de massa fossem paralisados até o meio de março. Mas, ainda não acreditamos que vá voltar já no dia 18. Pode ficar para abril ou depois. Por enquanto, está tudo parado. Segundo informações, o vírus está sob controle. Ainda ouvimos de um caso ou outro, mas está sob controle. Enquanto isso, estamos treinando, trabalhando no dia a dia mesmo com portões fechados”, contou.

“Ainda não temos nenhuma definição (sobre um adiamento da Olimpíada). Essa é uma pergunta que ouvimos todo dia por aqui. Por enquanto, não está suspensa. A gente ouve aqui e ali, mas nada oficial. A preocupação é muito grande, até por todo o investimento que foi feito. Mas, temos que pensar no povo primeiro, além do investimento. O problema é que o vírus não está só no Japão, está no mundo. Tudo isso será colocado na balança, imagino. Temos que pensar na população, nos atletas de outros países. A prioridade tem que ser controlar esse vírus”, finalizou.

O Botafogo recebe o Bangu no próximo domingo (15), às 16h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, pela terceira rodada da Taça Rio. A estreia do meia-atacante de 33 anos está confirmada.

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