Depois da Eurocopa, do Mundial de Clubes da Fifa, da Copa América, do Roland Garros e do Estoril Open, as atenções do esporte mundial estão voltadas para a definição sobre a Olimpíada: se vai integrar o grupo dos eventos adiados ou será mantida na data prevista. A pandemia do novo coronavírus é uma ameaça real também às competições que ocorrerão em Tóquio. Em entrevista à BBC, Sebastian Coe, bicampeão olímpico e atual presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), reconheceu a existência da chance de um remanejamento.
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“É possível. Tudo é possível neste momento”, disse Sebastian, que prevê entraves nas readequações dos calendários das modalidades do esporte.
“As federações internacionais, na verdade, evitam anos olímpicos com frequência para ter seu campeonato mundial. O atletismo tem seu campeonato mundial nessa data (2021). O campeonato europeu de futebol foi adiado. O calendário esportivo é uma matriz complicada e não é simples facilitar um evento de um ano para o outro. Seria ridículo dizer que algo está descartado no momento. O mundo inteiro quer clareza; não somos diferentes de nenhum outro setor”, comentou.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) manteve, na última terça-feira (17), o planejamento com relação à disputa dos jogos de Tóquio. O início está marcado para 24 de julho, sendo 9 de agosto o dia do encerramento das competições.
“Não é uma decisão para ser tomada neste momento, mas acho que a posição que o esporte assumiu, e esse foi o sentimento da conversa que tive outro dia com o COI e outras federações, é que ninguém diz que você deve ir adiante com os Jogos a todo custo”, ponderou Coe.
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