Home Automobilismo “É hora de perceber que temos a oportunidade única de mudar as coisas que ficaram fora de controle e corrigi-las”, diz presidente da FIA

“É hora de perceber que temos a oportunidade única de mudar as coisas que ficaram fora de controle e corrigi-las”, diz presidente da FIA

Jean Todt afirma que a Fórmula 1 precisa de mudanças, mas pondera que será necessário muita cautela para não acabar com as equipes da categoria

Por Carlos Henrique Correia em 15/04/2020 16:39 - Atualizado há 6 anos

Reprodução / Facebook Oficial FIA

A pandemia do novo coronavírus paralisou o esporte de modo geral. A Fórmula 1, por exemplo, ainda não tem data de estreia definida para a temporada. O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt disse à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’ que essa é uma ótima oportunidade corrigir e mudar algumas coisas que saíram do controle.

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“É hora de pensar, reorganizar valores, definir prioridades. Agora estamos percebendo pela primeira vez quão vulneráveis ​​somos. Até agora, sentamos e esquecemos o que está acontecendo no mundo. Também é hora de perceber que temos a oportunidade única de mudar as coisas que ficaram fora de controle e corrigi-las novamente”, revelou.

As consequências financeiras, para as equipes e para a F1, da crise ainda não podem ser calculadas. O dirigente ainda contou que esse é o maior desafio, não só de seu mandato à frente da entidade, mas sim de todo o mundo.

“Estamos em uma situação que mostra nossa fraqueza como ser humano. Há 14 anos, com um grupo de amigos, incluindo Michael Schumacher, fundei um instituto que hoje pesquisa doenças e lesões no cérebro e na coluna, como Alzheimer, Parkinson ou esclerose múltipla, com cerca de 700 especialistas. Nós cuidamos de doenças conhecidas, que eram desconhecidas em detalhes e ainda são. Felizmente, isso não afeta toda a população, como ocorre hoje em coronavírus”, pontuou.

Vale lembrar que o ano de 2020 seria o último do atual regulamento da principal categoria do automobilismo mundial, mas devido a mudança de planos, organização e times buscam uma solução para o problema. Todt conta que o excesso de gastos é algo surreal e isso precisa ser modificado.

“As pessoas em nosso pequeno mundo perderam os pés. Estamos falando de limite de orçamento. Abri uma fatura. Se concordássemos em um limite de custo de US $150 milhões, o que seria um grande passo em direção ao status atual, as pequenas equipes gastariam 150 milhões. Os grandes, com todas as exceções, superam os 300 milhões sem o desenvolvimento do motor. Isso é loucura”, destacou.

Mas o francês concorda que uma mudança brusca neste momento não será possível, pois com a atual estrutura do campeonato muitas equipes poderiam acabar, até mesmo as maiores. “Só podemos chegar a um número razoável se esquecermos a Fórmula 1 de hoje e começarmos com uma folha de papel branca”, afirmou. “Com um custo máximo de US $ 50 milhões, sem exceções, nada seria do jeito que era. Seria uma Fórmula 1 completamente nova”, acredita.

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