Isner alerta para impactos econômicos da pandemia de coronavírus: “Tênis pode ser dizimado”

Atleta de 34 anos mostrou preocupação com o futuro do esporte, paralisado desde a metade de março

Felipe Gomes da Costa
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/Facebook John Isner

O tenista John Isner, atual número 21 do mundo, alertou para os impactos da pandemia de coronavírus no tênis. Em entrevista ao blog espanhol Punto de Break, o norte-americano destacou os grandes prejuízos econômicos ocasionados pela doença, e falou sobre as dificuldades para o retorno do circuito profissional.

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Impactos econômicos da pandemia

Em sua análise sobre a crise mundial de saúde, Isner mostrou preocupação com o lado financeiro de muitos tenistas.

“A maioria dos melhores tenistas do mundo vai estar bem. Eu não vou ter problemas, mesmo que não se jogue por muitos meses, mas me preocupa o fato de muitos outros tenistas poderem ficar em dificuldade”, frisou.

O norte-americano ainda destacou que a pandemia poderá “dizimar” o tênis.

“O tênis pode ser dizimado por esta crise caso a situação se prolongue e se não forem tomadas medidas de compensação econômica”, declarou.

Futuro do tênis

Isner também falou sobre as dificuldades para o retorno do circuito diante da crise.

“As medidas sanitárias vão ter que ser máximas e o tênis exige o deslocamento de uma multidão de pessoas de diversas partes do mundo. Nesse sentido, o risco de contagio é muito maior. Estamos dispersos por todo o mundo e talvez uma cidade de um torneio possa ultrapassar o problema, mas podem chegar pessoas de outros países cuja situação pode ser muito pior”, disse.

O tenista ainda apontou que o tênis poderá ser “uma das últimas modalidades a voltar à ativa”.

“Neste momento, estamos todos muito apreensivos. Não podemos fazer nada e há muita confusão. Eu tenho a minha opinião e, talvez, esteja enganado, mas acho que o tênis vai ser uma das últimas modalidades a voltar à ativa”, afirmou.

Por conta da pandemia, os circuitos da ATP e da WTA estão suspensos até 13 de julho.

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