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Vitor Guedes: O meu Corinthians

Maloqueiros, sofredores e torcedores.com, ainda sem data para o retorno do futebol e com indefinições técnicas, financeiras e políticas no Parque São Jorge, vamos escalar o MEU CORINTHIANS de todos os tempos

Vitor Guedes
Vitor Guedes, nascido no sacro ano de 1977, é ZL, pai do Basílio, equilibrado... Além de jornalista diplomado, pós-graduado em Português, Língua e Literatura, colunista do jornal Agora São Paulo, debatedor do Baita Amigos, comentarista do PodcasTimão, autor do livro "Paixão Corinthiana".

Crédito: (Foto: Divulgação/Corinthians)

Que fique claro. Não é o melhor, não é o mais vitorioso, não é o mais técnico, é o MEU CORINTHIANS, com alguns critérios bem subjetivos e um objetivo: como nasci em 26 de janeiro de 1977, o sacro ano que o mar se abriu para o povo sofrido acabando com 23 anos de espera, só estão na lista jogadores que aturam de 1977 para cá. Dito isso, fica meu respeito a Neco, Teleco, Luizinho, Cláudio, Baltazar, Domingos da Guia, Roberto Belangero, Gylmar do Santos Neves, Oreco, Idário e tantos outros gigantes que construíram a história do time do povo.

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Vamos ao MEU CORINTHIANS. E, como é meu, é com a camisa 2, preta com listras verticais brancas finas tradicionais, como no uniforme usado em 13 de outubro de 1977. E escalemos de 1 a 11 que detesto essa palhaçada de numeração fixa exótica.

1) Cássio

Menção honrosa para Solito (minha primeira camisa foi uma cinza, igual a usada pelo goleiro, que guardo até hoje), a Ronaldo (ídolo por uma década) e a Dida (o mais técnico que vi atuando), mas, por tudo, pelo conjunto da obra e protagonismo em grandes jogos e grandes conquistas, vamos de Cássio.

2) Zé Maria

Não há discussão. O Deus da raça é hors-concours. Fica aqui também minha homenagem ao saudoso José Maria Ruiz Poyatos, o vô Pepe, grande corintiano.

3) Chicão

Fábio Luciano, Leandro Castán, Gil, Felipe e Balbuena, entre outros, foram muito bem com a camisa corintiana, mas pela bola parada, liderança, identificação e importância em momentos cruciais, a 3 é de Chicão.

4) Gamarra

O que o paraguaio jogou em 1998 no Corinthians, eu nunca vi nenhum zagueiro jogar no futebol brasileiro. E jogou mais naquela temporada do que Fabio Cannavaro, em 2006, quando o beque italiano foi eleito o melhor do mundo.

6) Wladimir

Recordista de jogos, decisivo em 1977 e figura importantíssima na mitológica Democracia Corintiana. Não dá para Kléber, Sylvinho, Arana, Fábio Santos

5) Ralf

Eu sei que o Tiago Rock N´Roll Nunes prefere o Richard e o Camacho, mas Ralf, que jogou menos bola do que Rincón, foi essencial na década vitoriosa corintiana construída após a degola. E foi saído de forma imbecil do clube. Ao contrário do colombiano, que optou em jogar no Santos.

8) Deus Basílio

“Só” o autor do gol mais importante da história da humanidade. Conheço até jornalista que batizou o filho com o nome de Basílio em eterna gratidão.

10) Neto

Não existiria 16 de dezembro de 2012 sem o 16 de dezembro de 1990. Na linha do tempo do Corinthians, teve algumas datas que mudaram a história do clube e o transformaram na potência esportiva compatível a potência popular que sempre foi. Sem dúvida, 16 de dezembro de 1990 está entre essas datas. E aquele Brasileiro, que veio no carrinho de Tupãzinho, não seria conquistado sem o Neto.

7) Marcelinho

Por tudo que fez pelo Corinthians, pelos títulos, pelos gols, pelo talento e, também, e não menos importante, pelo ódio que desperta nos rivais.

9) Sócrates

O maior 8 da história do futebol mundial atuou e foi decisivo com a 9 em 1979, na decisão contra a Ponte Preta. E, antes, na semifinal contra o Palmeiras. Mas fica, claro, menções especiais a Ronaldo Fenômeno e Luizão, decisivos e vitoriosos em suas passagens.

11) Biro-Biro

O volante que jogava nas 11 fica com a camisa 11. Por tudo que fez, inclusive gol no meio das canetas de Waldir Peres em decisão de Paulistão… Casagrande, Tevez, Edílson, Zenon, Vampeta, Elias, Jorge Henrique e tanta gente merecia estar no time, então Biro-Biro, que era um pouco de todos eles junto e misturado, fecha o time.

Técnico

Tite. O também gaúcho Oswaldo Brandão merece todas as honras por 1977, mas, como ele também teve sucesso do lado verde da força, fiquemos com Tite, que ganhou tudo no time do povo e fracassou no rival.

Live

Todo dia, por volta das 16h (horário da ZL), terá transmissão ao vivo (“live”, como preferem os fronhas colonizados) na minha página facebook.com/blogdovitao. Música, política, descontração e, quem sabe, até Corinthians. Prestigiem.

Vitor Guedes

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