Marco Aurélio Cunha explica porque Vanderlei Luxemburgo nunca treinou São Paulo; também faz elogios a Diniz e Pia Sundhage

Marco Aurélio Cunha está satisfeito com o trabalho de Fernando Diniz e, explicou porquê a CBF optou por Pia Sundhage e Luxemburgo nunca foi para o São Paulo

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Twitter/Reprodução

A relação de um diretor ligado ao futebol com técnicos costuma ser muito próxima. Com Marco Aurélio Cunha não é diferente. Em live no canal Arnaldo e Tironi no Youtube, o dirigente comentou três nomes em específicos. E em situações muito especiais, por sinal. Fernando Diniz, atual técnico do São Paulo; Pia Sundhage, treinadora da Seleção Brasileira Feminina; e… Vanderlei Luxemburgo. O contexto do atual técnico do Palmeiras, porém, é distinto.

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Diniz

Sobre o atual técnico do São Paulo, Marco Aurélio Cunha mostrou ter simpatia pelo trabalho. “Tenho gostado bastante. Ainda tem algo que ele é muito fixado, ele ainda tem essa firmeza de conduta de não abrir muito o que ele pretende para outras novidades e interações de trabalho. Mas, pouco a pouco, ele mudou um pouco os conceitos táticos. E, com isso, ele fica mais fortalecido, tem menos chance de errar. Na construção do jogo, ele é muito bom”, afirmou.

Pia Sundhage

Marco Aurélio Cunha contou os detalhes que fizeram com que a CBF buscasse a sueca para comandar o futebol feminino brasileiro ao falar porquê estrangeiros não possuem a mesma sorte no esporte masculino. “Entendemos que o futebol feminino, ainda em evolução, precisava de alguém extremamente vencedor e com carisma, sem nenhum tipo de rejeição, para dirigir a Seleção. Precisávamos acrescentar as nossas atletas o que faltava para conquistar grandes títulos. A Pia fala que ninguém bate o futebol brasileiro em talento, mas os outros vencem no fitness. E, quando ela fala isso, ela não fala só de preparação física. Fala de preparação individual. Ser Cristiano Ronaldo, Zé Roberto, Formiga. Não pode relaxar. E a nossa cultura é a do relaxamento. Ela canta, toca rock, é genial. E sabe de futebol. Trabalha com linhas, geometrias, ângulo. Filma o jogo inteiro, é estudiosíssima e carismática”, elogiou.

Marco Aurélio Cunha explica porquê Luxemburgo nunca treinou o São Paulo

A explicação está na década de 1990. “À época da Parmalat, nós vivemos uma rivalidade enorme em cima do Palmeiras. Eu estava lá, ajudei na infra-estrutura médica. Depois disso, em 1994 e 1995, São Paulo com Telê e Palmeiras bicampeão brasileiro, criou-se uma rivalidade técnica muito grande. Havia um litígio entre o Telê e o Luxemburgo. Eles trocaram muitas farpas naquela época. Aquilo antipatizou demais o Luxemburgo no SPFC. O clube manteve a imagem que o São Paulo jamais trabalharia lá”, finalizou Marco Aurélio Cunha.

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