Soco no ar, dancinhas e mais: comemorações marcantes que todo torcedor do Santos lembra

Time mais artilheiro do futebol, várias comemorações de gols do Santos ficaram marcadas como sinônimo de alegria e irreverência; relembre

Adriano Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/ Flickr Santos FC

Com o futebol no Brasil paralisado há quase dois meses e ainda sem previsão de retorno em razão da pandemia do coronavírus, que tal matar a saudade e relembrar algumas comemorações de gols do Santos que ficaram marcadas para sempre, torcedor do Peixe?

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Time com maior número de gols marcados na história do futebol mundial (atualmente com 12.626), o Santos sempre foi reconhecido por seu DNA ofensivo. Portanto, comemorar gol é marca registrada do Alvinegro Praiano, desde o imortal soco no ar de Pelé, o Rei do Futebol, passando pelas dancinhas de Neymar e companhia até a “careta” do centroavante Ricardo Oliveira, em tempos mais recentes.

O soco no ar imortalizado por Pelé

No domingo 2 de agosto de 1959, Pelé assinalou contra o Juventus da Mooca, na Rua Javari, pela sétima rodada do Campeonato Paulista, aquele que ele próprio considera como seu gol mais bonito. Aos 36 minutos do segundo tempo, quando o placar já apontava 3 x 0 para os santistas, ele recebe a bola de Dorval na entrada da área. Em lance espetacular, o Rei do Futebol aplica quatro chapéus em sequência nos defensores sem deixar a bola cair, o último deles em cima do goleiro, e cabeceia sutilmente para o fundo das redes.

Todos os torcedores presentes ao estádio, que naquele dia teve seu recorde de público, se levantaram e aplaudiram de pé o gol antológico de Pelé que, antes de ser cumprimentado por seus companheiros de equipe e pelos jogadores adversários, correu em direção à arquibancada e saltou dando um soco no ar, o que se tornaria sua marca nas comemorações.

Juary e a bandeirinha de escanteio

Um dos protagonistas da primeira geração de Meninos da Vila, no final dos anos 70, Juary está na galeria dos grandes goleadores do Santos com 101 tentos assinalados. Veloz e dono de dribles desconcertantes, o centroavante santista adotou como comemoração dar a volta na bandeirinha de escanteio batendo rapidamente os pés, numa espécie de “dança indígena”.

Em 2012, na vitória do Santos sobre o rival São Paulo por 3 x 1, no estádio do Morumbi, pela semifinal do Paulistão, Neymar comemorou seu 101º gol pelo clube imitando a comemoração de Juary, circulando em torno da bandeirinha, já que havia então se igualado ao ex-jogador no terceiro lugar do ranking de artilheiros da era Pós-Pelé.

A comemoração do “tamanduá-bandeira”

Autor do gol histórico que deu o título do Campeonato Paulista de 1984 ao Santos depois da vitória por 1 x 0 sobre o Corinthians, o polêmico, mas sempre artilheiro Serginho Chulapa também tinha uma maneira peculiar de comemorar seus gols: sair correndo em direção à torcida sacudindo sem parar os dois braços, antes de “despencar” no gramado.

Usar bastante o corpo e os braços sempre foi característica de Serginho dentro de campo, além de seu modo “desajeitado” de correr, o que lhe rendeu o apelido de “tamanduá-bandeira”, dado carinhosamente pelo narrador esportivo Osmar Santos. Com 104 gols, é ídolo dos santistas e sinônimo de bom humor e irreverência.

As dancinhas dos Meninos da Vila

O Santos de Neymar, Robinho, Ganso e André, da terceira geração de Meninos da Vila em 2010, ficou marcado pelo brilhante futebol e também pelas coreografias nas comemorações dos gols que, diga-se de passagem, foram muitos.

As dancinhas eram aguardadas pelos torcedores em todas as partidas e algumas se tornaram inesquecíveis, como na goleada pelo placar de 10 x 0 diante do Naviraiense-MS, pela Copa do Brasil. Todos os gols tiveram “celebrações” diferentes, entre elas a famosa “pilotagem” de um carro com os jogadores sentados no gramado.

Mais duas comemorações famosas aconteceram em outra goleada, dessa vez contra o Guarani por 8 x 1, também pela competição nacional. Após marcar um gol de pênalti, Neymar entregou cinco bonés aos companheiros para dançar e comemorar. Na segunda vez que balançou as redes, vieram então as “raquetadas”.

No triunfo por 3 x 1 sobre o Atlético-MG pelas quartas de final, os santistas também comemoraram, é claro, com dancinhas, porém em tom de provocação aos críticos que diziam que os jogadores do Peixe só faziam coreografias em goleadas e diante de adversários considerados mais “fracos”. As dancinhas também se repetiram nas duas partidas das semifinais contra o Grêmioe nas finais enfrentando o Vitória. Com méritos e muita alegria, os Meninos da Vila conquistaram o título da Copa do Brasil e o carisma dos torcedores em todo o país.

Gol com direito a “careta”

Em sua segunda passagem pelo Santos, entre 2015 e 2017, o centroavante Ricardo Oliveira anotou 71 gols em 141 jogos disputados e adotou a “careta” como forma divertida de comemorá-los. Tudo começou num clássico contra o Palmeiras e se tornou uma brincadeira rotineira do jogador.

“A careta faz parte. O futebol está muito chato, não se pode fazer mais nada, comemorar o gol do jeito que quer. Não é desrespeito. Se você provoca, fala alguma coisa ofendendo, tudo bem… Mas quando quer fazer o gol e quer brincar, qual o problema? Futebol é alegria. As pessoas precisam entender, futebol é gostoso por causa dessas brincadeiras”, declarou certa vez Oliveira.

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