Como o Brasil foi de vitória sólida sobre a Argentina para derrota e eliminação para a Itália em 1982?

Era a maior esperança do tetra desde 1970

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Sócrates marcou um dos gols do Brasil na derrota para a Itália (See Caption/ALLSPORT/Getty Images)

A Seleção Brasileira que perdeu para a Itália em 1982 foi a que mais remeteu àquela que conquistou o tricampeonato mundial em 1970 pela união de vários craques de clubes gigantes do futebol brasileiro.

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Uma equipe que passeou na primeira fase da Copa do Mundo, marcou dez gols, sofreu três e foi para a segunda fase como ampla favorita contra as inconstantes Itália e Argentina.

O grupo de 3, a vitória e a derrota

A Seleção Brasileira de Telê Santana tinha uma escalação-base e só mudava em caso de lesão ou suspensão.

Waldir Peres; Leandro, Oscar, Luizinho e Junior; Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico e Éder; Serginho Chulapa eram os 11 escolhidos pelo treinador para formarem o time titular no Mundial da Espanha.

Apenas dois nomes eram contestados por parte da imprensa e da torcida: o goleiro do São Paulo, Waldir Peres, e o atacante Serginho Chulapa, também do Tricolor paulista.

Muitos julgavam que o Brasil era uma equipe desequilibrada e torta, muitas vezes apontando que um centroavante era desnecessário para a formação recheada de craques – as comparações com 1970 se dariam em caso de saída de Serginho, já que a equipe de Zagallo não contava com um camisa 9 de ofício.

O Brasil, porém, usava das individualidades para passar por cima dos adversários e isso se mostrou na partida contra a Argentina, a primeira da segunda fase. A equipe abriu 3 a 0 com facilidade com gols de Zico, Serginho e Junior, que sambou para comemorar. Relembre:

Contra o rival sul-americano a equipe pouco sofreu, mas contra os italianos tudo mudou.

O time comandado por Enzo Bearzot tinha uma defesa sólida e uma linha defensiva de cinco atletas. Quase intransponível, a barreira italiana fechou os espaços e não deu entrada para os meio-campistas talentosos do Brasil. Com isso, Cerezo, Falcão e Zico ficaram encaixotados e coube a Sócrates ocupar a faixa direita do gramado para chegar ao fundo – foi assim que marcou um dos gols na derrota por 3 a 2.

O lema “Bota ponta, Telê!” foi carregado pelo treinador da Seleção até o fim de sua vida, especialmente por não aceitar os pedidos e inserir no time um jogador da função. Paulo Isidoro e Dirceu eram os mais pedidos na equipe na vaga de Serginho, que pouco fez contra a Itália. Telê até fez a substituição e colocou Paulo Isidoro na vaga do centroavante aos 25 da segunda etapa, mas quatro minutos depois Paolo Rossi fechou a conta e deu a vaga para a Itália.

Relembre os melhores momentos de Brasil 2 x 3 Itália:

Eliminada, a Seleção teria formação parecida na Copa do Mundo de 1986, mas com toda a base mais envelhecida e sem o mesmo ritmo.

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