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Zagueiro com a 9, goleiro com a 3 e mais: 29 jogadores que disputaram Copa do Mundo pelo Brasil com numerações aleatórias

Padronização parecia comum em épocas passadas, mas não foi bem assim

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Reprodução

A numeração dos jogadores de futebol já foi padrão em um período, mas o Brasil pareceu ignorar isso em um período e entregou números aleatórios para alguns atletas em edições de Copa do Mundo.

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Veja abaixo a história das numerações do Brasil nas competições e jogadores que disputaram a Copa com números completamente aleatórios e diferentes de suas posições padrã

Copa de 1950 e suas aleatoriedades
Como primeiro Mundial com numeração, a Copa de 1950 foi recheada de aleatoriedades. Alguns dos números curiosos da competição foram:

Castilho, goleiro, com a camisa 2
Nilton Santos, lateral-esquerdo, com a camisa 7
Bauer, zagueiro, com a camisa 8
Bigode, lateral-esquerdo, com a camisa 9
Noronha, lateral e zagueiro, com a camisa 11
Rui, zagueiro e volante, com a camisa 12
Ademir de Menezes, atacante, com a camisa 14

O fato foi que a numeração do Brasil foi realizada com base na lista de convocação. Ou seja, os jogadores de defesa ficaram com os primeiros números da lista, enquanto os atacantes ficaram todos com os números de 13 a 22.

Copa de 1954 e melhora na organização
Na segunda Copa com numeração, o Brasil decidiu dar os primeiros números a seus titulares, mas o banco seguiu com aleatoriedades.

Paulinho Almeida, lateral-direito, camisa 12
Veludo, goleiro, camisa 21

Copa de 1958 e a volta das estranhezas
Se na Copa de 1954, os números principais foram dados aos titulares, a Copa de 1958, que terminou com título do Brasil, voltou a ter numerações estranhas.

Gylmar, goleiro, com a camisa 3
Didi, meia, com a camisa 6
Oreco, lateral-esquerdo, com a camisa 8
Zózimo, zagueiro, com a camisa 9
Nilton Santos, lateral-esquerdo, camisa 12
Moacir, meia-atacante, camisa 13

Copa de 1962 e o movimento à padronização
Os titulares já estavam melhor definidos com suas numerações em 1962, mas os reservas seguiam com o que restava. Mesmo assim, apenas um dos jogadores acabou com um número fora do comum para a posição.

Jair Marinho, lateral-esquerdo, camisa 12

Copa de 1966 e a volta à aleatoriedade dos números
O futebol brasileiro já tinha bem definido que o camisa 7 era o ponta-direita, o 11 era o ponta-esquerda, o 9 o centroavante e todas as padronizações, mas o Brasil voltou a ignorar isso na inscrição para a Copa do Mundo de 1966.

Orlando, zagueiro, camisa 7
Paulo Henrique, lateral-esquerdo, camisa 8
Rildo, lateral-esquerdo, camisa 9
Garrincha, ponta-direita, camisa 16

Exceto pela camisa 10 de Pelé, intacta, o Brasil pareceu voltar à Copa de 1950 e entregou as numerações por ordem de inscrição, até por isso Garrincha caiu com a camisa 16, e não com sua tradicional camisa 7 – ou 11, como usou em 1958. Vale destacar também que foi a primeira Copa do Mundo em que o goleiro reserva – que se tornou titular no Mundial – usou a camisa 12: Manga.

Copa de 1970 e a padronização de volta
No Mundial de 1970 tudo parecia melhor esclarecido em relação à padronização do futebol brasileiro e algumas estranhezas ficaram por conta do banco, assim como em 1962.

Zé Maria, lateral-direito, com a camisa 21
Roberto, centroavante, com a camisa 13

Os três goleiros usaram as numerações que se tornaram clássicas do Brasil em Copas: 1, 12 e 22.

Copa de 1974 e titulares definidos
Mais um Mundial em que a estranheza ficou por conta de apenas um reserva, já titulares e goleiros tinham seus números definidos.

Valdomiro, ponta-direita, camisa 13

Copa de 1990 e suplentes aleatórios
As Copas de 1978, 1982 e 1986 contaram com uma padronização bem definida e não tiveram estranhezas.

Mas em uma das Copas menos lembradas pelos torcedores, em 1990, Sebastião Lazaroni aparentemente voltou a distribuir as numerações aleatoriamente para aqueles que seriam seus reservas.

Muller, atacante, camisa 15
Bebeto, atacante, camisa 16

Vale destacar que os dois citados viviam expectativa até mesmo na imprensa para saber quem herdaria a camisa 7, mas Lazaroni escolheu Bismarck, uma de suas apostas e treinado por ele no Vasco, como dono da numeração.

Copa de 1998 e uma mudança diferente
Se em 1994 o Brasil voltou padronizar os números dos atletas, em 1998 o caminho era o mesmo, mas a lesão de Romário gerou uma diferença. O convocado para sua vaga foi um jogador que atuava bem longe de sua posição e herdou seu número.

Emerson, volante, camisa 11

Copa de 2018 e as escolhas pessoais
O mundo passou por mudanças em 20 anos e a CBF se tornou mais liberal na Copa do Mundo de 2018, o que não foi comum nos Mundiais de 2002, 2006, 2010 e 2014. Os jogadores puderam escolher e até trocar seus números, o que gerou numerações não tão comuns para as funções.

Marcelo, lateral-esquerdo, camisa 12
Cássio, goleiro, camisa 16
Fagner, lateral-direito, camisa 22

O que vale se destacar é que Marcelo pediu para jogar a Copa com a camisa 12, seu número no Real Madrid há mais de uma década. Com isso, Cássio acabou com a camisa 16.

O importante a lembrar é que Roberto Carlos sempre foi o camisa 3 no clube merengue, mas nunca disputou uma partida na Seleção sem a tradicional camisa 6 dos laterais-esquerdos. O próprio Marcelo esteve no Mundial de 2014 com a numeração padrão.

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