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Lyon falha na hora H e vê Bayern de Munique confirmar vaga na final da Champions sem muito esforço

Luiz Ferreira destaca a classificação do escrete bávaro para a decisão da Liga dos Campeões da UEFA na coluna PAPO TÁTICO

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Facebook / UEFA Champions League

Quem viu os primeiros minutos do jogo no estádio José Alvalade, em Lisboa, poderia até pensar que o Bayern de Munique não teria tanta facilidade como aconteceu no massacre em cima do Barcelona. E de fato, não teve. O Lyon fez um jogo honesto, franco e inteligente para negar espaços ao forte adversário das semifinais da Liga dos Campeões da UEFA. Tentou acionar os atacantes em ligações diretas e criou pelo menos três grandes chances de abrir o placar, mas não conseguiu superar o goleiro Neuer e nem a trave. Acabou que o escrete comandado por Hans-Dieter Flick impôs seu volume de jogo, explorou bem a qualidade individual dos seus jogadores (principalmente de Gnabry, o melhor em campo na partida) e construiu a vitória sem se esforçar tanto. O Bayern confirmou o favoritismo e parte em busca da sexta Champions League da sua história.

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Armado no já conhecido 5-3-2 de Rudi Garcia, o Lyon tentou buscar soluções para resistir ao impressionante volume de jogo do seu adversário. O objetivo era negar espaços ao adversário e acionar diretamente os atacantes Depay e Ekambi com as chegadas do habilidoso Aouar a partir do lado esquerdo. O que chamava a atenção era a atuação de Bruno Guimarães. Se o brasileiro foi bastante participativo no jogo contra o Manchester City, desta vez ele esteve em tarde apagada. Principalmente quando Gnabry arrancou da direita driblando em direção ao meio antes de chutar sem defesa para o ótimo goleiro Anthony Lopes. Isso depois do Lyon desperdiçar três oportunidades cristalinas de abrir o placar e colocar fogo na partida logo nos primeiros minutos. A partir daí, o Bayern passou a ter mais cuidado nas transições defensivas. A bola pune. E com força, meus amigos.

Também chamou a atenção a maneira como o time de Hans-Dieter Flick encontrou soluções para manter o controle da partida e seguir pressionando seu adversário. Thiago Alcânta ficou mais próximo de Boateng e se revezou com Kimmich na construção das jogadas a partir da defesa. Alaba e Davies (outro partidaço do canadense) passaram a guardar mais posição. E Gortezka seguiu seu recitar na distribuição de passes no meio-campo acionando Müller mais por dentro e a velocidade (insana) de Gnabry e Perisic saindo em diagonal para explorar os espaços aberto pela movimentação de Lewandowski no ataque. Poucas equipes no mundo conseguem sincronizar os movimentos com tanta perfeição como o Bayern de Munique de Hans-Dieter Flick. Os números também comprovam a superioridade da equipe bávara nessa semifinal de Champions League. E olha que nem foi uma atuação tão boa assim…

Por outro lado, é preciso dizer que o Lyon descobriu o mapa da mina. Só não souberam como executar bem as jogadas. Principalmente no começo do segundo tempo, quando Ekambi teve ótima chance de abrir o placar para a equipe francesa, mas acabou esbarrando no paredão Neuer. O volume de jogo diminuiu, assim como a concentração do escrete bávaro. No entanto, mesmo com Judi Garcia abandonando o 5-3-2 e passando para o 4-1-4-1 com as entradas de Reine-Adélaïde, Dembélé e Cherki, o Lyon seguiu sem conseguir aproveitar os erros de passe e de posicionamento do seu adversário na segunda etapa. Nem com Aouar fazendo boa atuação pelo Lyon voltando ao meio-campo e com Thiago Mendes dando mais força na marcação na frente da zaga. A impressão que fica é que o time de Rudi Garcia “sentiu o peso” da partida. Faltou essa vivência de competição que sobra no Bayern de Munique.

As entradas de Pavard, Coman e Philippe Coutinho deram sangue novo ao escrete bávaro e o terceiro gol saiu com Lewandowski já nos minutos finais. Tudo para confirmar o favoritismo dos comandados de Hans-Dieter Flick em mais uma decisão de Liga dos Campeões da UEFA, conquista que pode ser o fechamento dourado de uma campanha histórica para o Bayern de Munique. E não é só pela chance de conquistar a tríplice coroa após a conquista da Bundesliga e da Copa da Alemanha, mas pelo conjunto da obra e pela campanha do escrete bávaro em 2019/20. Mesmo com a paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus. A equipe não perde desde o mês de dezembro, venceu simplesmente todas as partidas desta edição da Champions League e está com impressionantes 100% de aproveitamento desde o retorno das atividades do futebol no Velho Continente. Acha pouco?

Poucos jogos prometem tanto como essa final de Liga dos Campeões da UEFA. A se lamentar, apenas a ausência (justíssima) das torcidas de Bayern de Munique e Paris Saint-Germain na decisão deste domingo (23) por conta da pandemia de COVID-19. Mas a promessa é a de que teremos um jogo histórico no Estádio da Luz.

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