Comentarista de arbitragem da Globo sofre racismo por causa de lance contra o Corinthians

Ex-juiz de futebol, Paulo César de Oliveira afirmou que levou caso à delegacia. Comentário aconteceu nas redes sociais após jogo entre Fluminense e Corinthians

Rafael Brayan
Apaixonado pelo estudo do esporte mais praticado no mundo.

Foto: Paulo César Oliveira, comentarista da Globo

O comentarista de arbitragem da TV Globo, Paulo César de Oliveira, sofreu com racismo na internet após participar da transmissão de Fluminense x Corinthians na última rodada do Brasileirão. O ex-juiz de futebol defendeu o árbitro da partida que marcou um pênalti para o time carioca em toque no braço de Bruno Méndez.

O usuário, que atende por “Gugu Berti”, chamou Paulo César de Oliveira de “macaco sem vergonha”. “Foi um comentário de um internauta, vi só na segunda-feira. Ontem (terça) fiz contato com a delegacia especializada em crime virtual em São Paulo e hoje como vou trabalhar lá, estou na estrada e vou registrar a ocorrência. Pediram pra salvar a URL do perfil, o print, e já fiz isso. Estou indo agora à tarde. O comentário ainda está na minha publicação, não respondi nada para não alardear, mas pedi orientação ontem e vou registrar. É inaceitável”, disse o comentarista da Globo ao site da emissora.

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Relembre o que PC falou sobre o lance de Bruno Méndez

“Nessa ação do Bruno Méndez, ele está com o braço muito levantado. Mesmo batendo no corpo antes, aquele braço acima da linha do ombro, numa posição antinatural, é pênalti. Houve mudança na orientação”, disse durante a transmissão de Fluminense x Corinthians.

Comentarista da Globo relembra outro caso de racismo na carreira

“A primeira infelizmente foi com o falecido Carlos Alberto Torres, ele era técnico do Paysandu, fiz um jogo entre Paysandu e Flamengo, ele me ofendeu, chamou de negro de merda, teve uma repercussão muito grande, mas depois me pediu desculpas pessoalmente. Cheguei a processá-lo, mas com o pedido de desculpas abri mão do processo, perdoei, que a alma dele descanse em paz. Mas desta vez não conheço o internauta, não sei se é perfil falso ou se não é, acho que não, mas vou levar o caso adiante para servir mesmo como um processo educativo, uma forma de repudiar essa conduta”, relembrou.

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