Brigatti beija escudo em apresentação e vê Paysandu em novo patamar na Série C

Treinador comandou o primeiro tempo após voltar ao clube paraense

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Reprodução/Papão TV

O treinador João Brigatti não escondeu que está emocionado por voltar ao Paysandu. Apresentado oficialmente nesta segunda-feira (26), o novo comandante bicolor falou com firmeza ao ser questionado. Além disso, afirmou que o time alviceleste deve buscar as vitórias a todo o custo e até, se necessário, “ralar a bunda” para sair com os três pontos. No final da entrevista, o profissional da bola beijou o escudo do clube.

“Quero aqui, com todo o respeito, quero beijar esse escudo. Isso aqui chega até arrepiar. Me deixa muito emocionado, é um momento único na minha vida”, declarou.

Brigatti também deu confiança aos jogadores. Para ele, o time bicolor tem um elenco “muito qualificado para a Série C”. O Paysandu, atualmente, está em sétimo lugar do grupo A da competição. Tem 15 pontos e vem de vitória por 1 a 0 sobre o Treze.

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“Essa vitória frente ao Treze foi fundamental. Muda o Paysandu de patamar dentro do campeonato. Então, sabendo das dificuldades que vamos enfrentar. Eu já conheço boa parte do elenco, praticamente 90%. O restante é atletas que jogaram contra nós, na Série B, na Série C. Eu conheço praticamente o elenco todo e isso vai nos ajudar bastante. E eu tenho certeza de que essa vitória frente ao Treze foi um divisor de águas”, completou Brigatti.

Depois de ser apresentado, Brigatti liderou o primeiro treinamento. De acordo com informações oficiais, o time profissional disputou um jogo-treino com o time de aspirantes.

“Os atletas que entraram no decorrer da última partida, ficaram no banco de reservas ou não foram relacionados vão enfrentar a equipe sub-23, em um jogo-treino, na Curuzu. Os titulares diante do Treze-PB realizam um trabalho regenerativo”, disse o Paysandu, em nota oficial.

Leia a seguir outros assuntos da apresentação de João Brigatti:

Time fora do G4

“Como eu disse, essa vitória frente ao Treze foi fundamental. Caso não tivesse acontecido estaríamos aqui hoje tentando reverter uma situação que a gente jamais poderia imaginar. O Paysandu é muito forte pra estar numa situação dessa. E essa vitória vislumbra situações muito boas pela frente”.

“Respeitando o Manaus que a gente joga no sábado aqui, mas preparando essa equipe, ao longo da semana, com o pensamento de buscar a vitória a todo o custo. Nós precisamos melhorar a nossa pontuação. É jogo a jogo com muita calma”.

Próximos jogos na Série C

“A gente tem que respeitar todos os adversários nessa difícil sequência que a gente vai ter na Série C. Mas pode ter certeza que daqui pra frente, com essa vitória (sobre o Treze), o Paysandu vem muito forte”.

“A gente vai ter uma vida muito difícil nessa sequência da Série C. Mas eu conto muito com o empenho e determinação do nosso elenco que, volto a dizer, é muito qualificado para a Série C. O Paysandu não merece, hoje, ocupar essa posição (7° lugar)”.

Conhecimento do atual elenco

“A gente conhecer boa parte é fundamental, mas passa pelo entendimento e aceitação do grupo à nossa chegada. Isso é muito importante porque muda-se treinador, vem outro treinador, mas quem vai levar o Paysandu à Série B do Campeonato Brasileiro é o elenco e o conjunto dos atletas, aceitação dentro do trabalho e, literalmente, ralar a bunda no chão porque não tem jogos fáceis”.

O que mudou no relacionamento com a diretoria e motivos para voltar

“O que mudou foi uma conversa muito franca, muito séria que eu tive com o presidente Ricardo. Sem essa conversa, fatalmente não teria tido a minha volta e com certeza não teria aceitado voltar para o Paysandu. Foi uma conversa muito franca em que teve um desgaste muito grande da minha saída do Paysandu”.

“Chegamos a um acordo de que eu viria para o Paysandu começando do zero, de alma lavada, coração limpo em prol da instituição Paysandu. Uma instituição muito forte que eu tenho a honra e o prazer de trabalhar aqui. Eu acordo a cidade de Belém! Eu adoro trabalhar no Paysandu!”.

Demissão em 2019 e discussão com o atual presidente, Ricardo Gluck Paul

“Acho que houve uma falta de tato dos dois lados pra poder conduzir uma situação na troca de comando, em que logo à minha saída se tornou uma briga praticamente pessoal. Isso foi muito ruim. Primeiro pra minha pessoa, depois pra minha carreira profissional. Me atrapalhou em outros seguimentos da minha vida. E eu tenho certeza de que, com o Ricardo, foi a mesma coisa. Não é legal, não é bom quando acontece isso”.

“Então que sirva de experiência, tanto na minha sequência quando pra sequência do Ricardo, do Maurício (Ettinger, vice-presidente), do Felipe (Albuquerque, diretor de futebol). Enfim, pra todos nós que vivemos no futebol. Porque a carreira do treinador dentro de um clube é passageira. A gente vive de resultados. Mas quando for a troca de comando, a gente saber conduzir da melhor maneira possível. Isso atrapalhou demais, como já disso. Mas fico feliz pela conversa que eu tive com o Ricardo, de coração aberto, coração limpo”.

Já vinha observando o time?

“Até por obrigação do ofício, pelo carinho que tenho pela instituição, pelo clube Paysandu eu venho acompanhando sim. Vi a última partida, dei até chute na cama lá em casa. Foi uma partida muito difícil. Vejo uma equipe comprometida com a vitória, com a instituição. São situações que a gente chega pra agregar juntamente com esse elenco, com a diretoria pra que a gente possa ter ares melhores e conseguir situações melhores dentro do Campeonato Brasileiro”

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