6 estrelas que quase desistiram do futebol antes de brilharem em campo

Aniversariante do dia, Gilberto Silva ficou muito próximo de deixar o futebol para ajudar os pais em trabalhos ‘comuns’

Rafael Brayan
Estudante de jornalismo. Colaborador especialista e editor-plantonista do Torcedores.

Crédito: Felipe Melo e Gilberto Silva formavam a dupla de volantes do Brasil em 2009 (Foto: Lefty Shivambu/Gallo Images/Getty Images)

Nesta quarta-feira (7), o ex-volante e zagueiro Gilberto Silva comemora o seu aniversário. O que pouco sabem sobre o histórico jogador de Arsenal, Grêmio, América-MG e Atlético-MG, além de ser campeão do mundo pela Seleção, o atleta quase desistiu do futebol. Em entrevista ao Goal há alguns anos, ele contou essa história.

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“Eu trabalhava em uma empresa de construção. Eu trabalho desde que eu tinha 11 anos, porque eu queria ter meu próprio dinheiro e não queria pedir ao meu pai. Não porque eu era obrigado a fazê-lo. Aos 11 anos, eu trabalhei em uma fazenda, uma plantação de café, por uma semana. Este foi o primeiro trabalho que tive. Quando eu tinha 12 anos, fui estofador, em seguida, fui para uma empresa de construção”, disse Gilberto Silva ao Goal.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

“Depois, fui para meu primeiro clube. Depois de cinco meses, eu voltei a trabalhar em uma fábrica de doces para ajudar a minha família. Eu sempre entendi minha responsabilidade durante cada momento e foi uma grande lição que guardo comigo por toda a vida”, relembrou na entrevista.

O ídolo do Arsenal e campeão do mundo pela seleção brasileira não é o único jogador que quase desistiu do futebol. Pensando nisso, o Torcedores separou outros cinco jogadores que quase penduraram as chuteiras antes mesmo de brilharem em campo como profissional.

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Zé Roberto: Com passagens por Real Madrid, Bayern de Munique, Palmeiras, Santos, Grêmio e Seleção, o ex-jogador tinha dificuldades no início da carreira. Por isso, teve que trabalhar como Office Boy. “Tinha que pegar dois ônibus e dois metrôs, quase uma hora e meia para chegar lá”, relembrou Zé Roberto ao Gaúcha ZH.

Luan: Melhor das Américas em 2017 e hoje no Corinthians, o ex-Grêmio quase trocou os gramados pela quadra de futsal no início da carreira. Anos depois, convencido pelo auxiliar do seu time nas categorias da base, o agora camisa 7 alvinegro voltou ao campo para disputar a Copa São Paulo, o que acabou chamando a atenção do Tricolor Gaúcho.

Paulinho: Ídolo do Corinthians, o volante coleciona duas Copas do Mundo pela Seleção e atuação pelo Barcelona. Mas antes disso, Paulinho ficou perto de desistir do sonho de jogar futebol por racismo na Europa. “Foi uma adaptação difícil, porque tinha 16 anos e deixei a família. Além disso, sofri racismo e preferi ir embora. Quando voltei pra casa em 2008, falei aos meus pais que não queria mais jogar futebol. “Estive umas três semanas em casa sem fazer nada. Meu clube no Brasil falou comigo e depois de muitas conversas e apoio psicológico voltei a jogar”, relembrou em sua chegada ao Barcelona, em 2017.

Pedrinho: Hoje no Benfica, o meia-atacante formado no Corinthians ficou perto de desistir após se lesionar gravemente e ainda ser recusado por São Paulo e Vitória. “Liguei para o meu pai e falei que não queria mais. Falei que era o pior ano da minha vida, que queria ir embora, que não dava mais”, disse ao UOL Esporte.

Leandro Damião: Ex-atacante de Santos, Internacional e Flamengo, o jogador quase desistiu de ser jogador para ajudar o pai no trabalho. “Olha, quando eu estava na várzea, era só por diversão, só jogava no fim de semana. Dia de semana eu estudava. Estava praticamente largando o futebol para começar a trabalhar já com meu pai”, disse há alguns anos ao Globoesporte.com.

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