Ex-dirigente do Grêmio lamenta falta de “autonomia” no clube e diz que Soteldo foi descartado pela estatura

Após a derrota para a Universidad Católica no Chile, Klauss Câmara foi demitido do cargo de executivo do Grêmio

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Divulgação/Santos

Escolhido ainda no início de 2019 para ser o substituto de André Zanotta como executivo de futebol do Grêmio, Klauss Câmara lamentou, em entrevista nesta semana ao jornalista Alex Bagé, do Grupo Bandeirantes, a falta de “autonomia” para exercer as suas atividades.

Em sua reclamação, Câmara indicou que não se sentia “legitimado” no cargo e que gostaria de ser o “executivo” e não “executor” de tarefas no clube.

Uma das situações mencionadas por Bagé a partir do bate-papo com Câmara foi sobre o venezuelano Yeferson Soteldo, que foi descartado pela direção ainda no início de 2019 por conta da baixa estatura. Ele acertou com o Santos depois de temporadas defendendo o Huachipato e depois a Universidad de Chile.

Klauss ainda explicou que só concedia entrevistas quando o vice de futebol Paulo Luz autorizava e que nomes como Keno, Cano, Jô, Cuéllar, Stuani, Rafael Carioca e Lucas Leiva foram vetados pelos demais membros da direção pelos altos valores envolvidos.

Grêmio não substituiu o executivo

A partir da demissão de Klauss, que deixou o clube após a derrota de 2×0 para a Universidad Católica no Chile, pela Libertadores, o Grêmio está dividindo as funções de executivo entre o gerente administrativo Marcelo Rudolph e o próprio vice Paulo Luz.

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