Motivo da saída de Luxa, modelo de jogo, reforços e novo técnico: Galiotte fala sobre os rumos do Palmeiras

Presidente do Verdão fala em entrevista coletiva virtual ao lado do diretor de futebol Anderson Barros

Marcel Thomé
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/TV Palmeiras

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, respondeu diversas perguntas feitas por jornalistas nesta quinta-feira (15), um dia depois de demitir o técnico Vanderlei Luxemburgo por causa dos maus resultados da equipe alviverde.

Galiotte explicou o que motivou a saída de Luxemburgo, falou sobre a busca pelo novo comandante, reforços e bateu diversas vezes na tecla de que o clube precisa encontrar uma filosofia própria e modelo de futebol antes de contratar.

MODELO DE JOGO E FILOSOFIA

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“O Palmeiras busca um conceito. O clube precisa definir qual é o seu modelo de jogo, porque, caso contrário, vamos continuar trocando treinadores e isso deve acabar. Temos que acreditar em uma filosofia. Uma vez implementada essa filosofia, acho que vamos ter uma continuidade muito maior”, disse Galiotte em entrevista na Academia de Futebol.

“Sabemos o que queremos: um futebol moderno, uma transição rápida, um modelo que jogo que o palmeirense tenha orgulho de ver com o time em campo. É a equipe atacando, uma equipe que tem as características históricas do time da Academia.”

“Esse é o trabalho que ainda está faltando no clube: definir qual é o modelo ideal, como o time vai jogar e, aí, sim, trabalhar o nome dos futuros comandantes baseados no modelo. É o DNA do Palmeiras que precisamos encontrar. Vamos contratar o técnico que avaliarmos capaz de implementar a filosofia que buscamos.”

REFORÇOS PARA O ELENCO DO PALMEIRAS

“Trabalhamos, sim, para trazer novas peças, fortalecer o elenco e brigar por títulos.”

“Importante dizer que o Palmeiras está mudando, isso vem ocorrendo. Estamos passando por essa reestruturação. Saíram 20 jogadores. Se analisar quantos saíram desde novembro, saíram 20, dez subiram da base. O elenco passa por uma mudança. E buscamos uma filosofia ideal de trabalho. É um elenco com bons valores? Sim, bons valores, que pode entregar muito mais. Mas muito mais. Estamos muito aquém do que podemos entregar. Se buscamos sempre a perfeição, sim. Sempre evoluir.”

“O Palmeiras definiu a reestruturação, que falamos várias vezes aqui e sempre é delicado. Faz com que alguns objetivos demorem a ser alcançados. A performance é sempre muito complicada nesse processo. Entendemos que estamos em um caminho, que temos um elenco com potencial. Logicamente trabalhamos diariamente para encontrar peças que possam vir a somar, encontrar se qualquer um dos nossos atletas precisem encontrar um novo clube… É um processo difícil, que precisamos avaliar diariamente para não estar longe dos objetivos.”

MOTIVOS PARA SAÍDA DE LUXEMBURGO

“O Palmeiras conseguiu um título esse ano, passou por várias mudanças. É um momento de transformação. Entretanto, não estamos conseguindo obter o desempenho. O principal motivo da mudança é que não estamos desempenhando e mostrando o que a gente tinha desenhado.”

“Não tivemos performances à altura das necessidades. A exigência é muito grande. O treinador começa um trabalho e não consegue ter performance. Faz parte. Não é o ideal. Temos de ter performance, rendimento e resultado. Fomos em busca disso.”

AGRADECIMENTO A LUXA

“Quero agradecer ao Luxemburgo, o maior campeão da história do Palmeiras, ao Copertino e Mello, pela dedicação que tiveram. Um trabalho vencedor. Trazendo os meninos da base. Um trabalho que a gente tinha desenhado em ano passado e fizeram com maestria.”

NOVO TREINADOR

“A prioridade não é a nacionalidade. Vamos trabalhar em cima do modelo ideal e do conceito de jogo. É o discurso do fim do ano. Se será brasileiro ou estrangeiro, não é isso que vai definir. O Palmeiras já há algum tempo não vem fazendo isso. Não só na minha gestão.”
“O Palmeiras busca um conceito. Vamos trabalhar sempre mirando o conceito. Nomes, perfis, vamos pensar a partir de hoje à tarde. O Palmeiras precisa definir qual é seu modelo de jogo, se não for assim vamos continuar trocando treinadores.”
“É importante não errar agora. Precisamos entender qual é esse DNA, o modelo, pra não precipitar e interromper a relação. Encontrar um profissional que possa seguir por um tempo maior é fundamental. Não pode ter pressa, vamos ter o tempo para encontrar alguém”, disse Anderson Barros.
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