Cruzeiro propõe reflexão e risca termos racistas em camisas contra o Figueirense

Duelo contra o Figueirense acontece nesta sexta-feira, no dia da Consciência Negra. Cruzeiro prepara reflexão

Rafael Brayan
Apaixonado pelo estudo do esporte mais praticado no mundo.

Crédito: Daniel Hott/Cruzeiro

No dia da Consciência Negra, o Cruzeiro entrará em campo com uma camisa que promove a reflexão de termos racistas na sociedade. O time mineiro enfrenta o Figueirense nesta sexta-feira (20), em confronto válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 21h30, em Belo Horizonte.

As camisas utilizadas pelo Cruzeiro terão termos racistas utilizados historicamente riscados. Palavras estão enraizadas no vocabulário da sociedade brasileira, mas carregam preconceito. Pensando nisso, o clube de Minas Gerais quer propor uma reflexão.

Presidente do clube de Belo Horizonte, Sérgio Santos Rodrigues “Está em nossa missão ser protagonista no cenário esportivo e impactar positivamente a trajetória das pessoas, promovendo assim a transformação social. Muitas destas palavras as pessoas falam sem pensar no sentido, muitas vezes sem saber, porque estão enraizadas no nosso vocabulário, mas precisamos mudar isso”, ressaltou.

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“O Cruzeiro pode e deve trazer os holofotes a estas causas, que promovem uma conscientização, educação e reforcem a igualdade e o respeito. Temos que aproveitar essas oportunidades para não somente fazer ações pontuais, mas realizar uma série de iniciativas constantes que de fato proporcionem mudanças permanentes”, disse Sérgio Santos Rodrigues.

As palavras riscadas na camisa serão: “serviço de preto”, “nega maluca”, “denegrir”, “criado mudo”, “lista negra”, “coisa de preto”, “da cor do pecado” e “a coisa tá preta”.  Além disso, o uniforme do Cruzeiro terá o patch do Observatório da Discriminação Racial no Futebol.

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