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LaMia já apontou culpada por acidente da Chapecoense e chamou funcionários mortos de “idiotas”

Empresa dono do avião que caiu em 29 de novembro de 2016 criticou os seus funcionários que faleceram junto à delegação na tragédia da Chapecoense

Rafael Brayan
Estudante de jornalismo. Colaborador especialista e editor-plantonista do Torcedores.Twitter: @rafaelbrayan_

Crédito: Crédito da foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Há quatro anos, um avião que levava a delegação da Chapecoense e os profissionais de imprensa para a final da Copa Sul-Americana caiu. O motivo é dado por ausência de combustível quando estava próximo a chegar no aeroporto de Medellín, na Colômbia.

Anos depois, no começo de 2020, o dono da LaMia, empresa proprietário do avião que causou a tragédia da Chapecoense, culpou a controladora de voo do aeroporto pelo acidente. “Infelizmente a tripulação não insistiu com o controle aéreo e não declarou emergência de antemão. Seguiu fazendo minutos de espera. O outro avião também tinha pedido prioridade, mas não era emergência. O piloto da LaMia sabia a altura da aeronave, mas não sabia onde estava em relação à pista. O que ele fez? Procurou a pista, mas não tinha mais potência. A senhora Molina os matou”, disse Albacete, dono da empresa boliviana, em audiência pública.

Além disso, o dono da LaMia chamou os próprios funcionários que faleceram de “idiotas” pela falta de combustível. “Infelizmente, eles (os funcionários) não seguiam as regras aí. Os tripulantes foram intrépidos, audazes. Nesse dia, infelizmente, eu os considero como idiotas”, ressaltou.

“O avião, quando estava a 16 mil pés de altitude poderia chegar, passar por cima da pista e dar uma volta de reconhecimento de voo. Infelizmente, a senhora Yaneth Molina os mandou para as montanhas”, completou o dono da LaMia.

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