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Jalen Hurts é confirmado como QB1 dos Eagles para a semana 14

Jalen Hurts, que substituiu o titular Carson Wentz na derrota contra os Packers, será o titular no confronto da semana 14 contra o New Orleans Saints

Érica Barros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Mitchell Leff/Getty Images

Philadelphia Eagles e Green Bay Packers, semana 12 da temporada regular da NFL. Na metade do terceiro quarto, o quarterback Carson Wentz foi para o banco após mais um jogo fraco. Em seu lugar, o calouro de 22 anos Jalen Hurts – que marcou seu primeiro touchdown na liga mais tarde no jogo. Terça-feira (8), o head coach Doug Pederson bateu o martelo: Jalen Hurts é confirmado como QB1 dos Eagles para a semana 14, para o jogo contra o New Orleans Saints.

Com três vitórias, oito derrotas e um empate, o time está na terceira colocação da NFC Leste – e só por isso ainda briga por playoffs. Os Eagles tem um dos ataques mais ineficientes da liga, uma linha ofensiva desfalcada por lesões e um grupo de recebedores que não consegue trabalhar bem. Assim, ficam duas perguntas: o problema é Carson Wentz e o calouro Jalen Hurts vai conseguir dar o gás que o ataque de Philadelphia precisa? 

Qual o problema do ataque dos Eagles?

O ataque dos Eagles não está funcionando em 2020: é o sétimo time que menos marcou pontos (253), quarto com menos jardas totais (3.826), terceiro que mais perdeu turnovers (22), segundo com mais interceptações (16) e primeiro com mais sacks (53). Qual é o problema?

“Acho que se todo mundo soubesse a resposta para essa pergunta, nós teríamos consertado tudo isso há muito tempo,” disse Jason Kelce na quarta-feira (9) ao ser questionado como o ataque chegou a este ponto. “Óbvio, a linha ofensiva não vem sendo ótima,” seguiu o center, “nós tivemos várias lesões, tivemos muito isso ou aquilo, mas acho que, no final das contas, nós não fomos capazes de ir a campo e funcionar bem,” completou. A linha ofensiva vai para sua 12ª formação diferente em 13 jogos, sendo Jason Kelce a única constante.

Sofrendo com lesões desde o training camp, a OL não teve condição de se consolidar em momento nenhum. Outro problema vem sendo também os wide receivers, que nos últimos três jogos têm, combinados, 24 recepções e 207 jardas. 

“Nós não estamos sendo consistentes o bastante, não apenas como jogadores mas toda estrutura,” disse Kelce. Ainda, “acho que tem muitas coisas que pode-se observar e toda vez que se está tão mal assim, nunca é apenas uma pessoa, nunca é apenas jogadores de uma posição, nunca é apenas jogadores, técnicos, front office – é todo mundo,” completou.

Qual a culpa de Carson Wentz?

Em sua quinta temporada como quarterback número um do Philadelphia Eagles, Carson Wentz vem tendo seus piores números. Em 2020, Wentz tem o pior aproveitamento de passes completos de sua carreira (57,4%), pior QB rate (72,8), pior marca de jardas por tentativa de passe (6,0) e jardas por jogo (218,3), além do maior número de interceptações (15). Nesta temporada, ele é o quarterback que mais sofreu sacks (50), outra marca negativa em sua carreira, e tackles (51). 

Wentz não vem jogando bem e os números corroboram com essa premissa, porém o time sabe que não é apenas culpa dele. “Você se sente mal que ele é o único que está levando a culpa agora,” disse Kelce, “obviamente, todo o ataque vem sendo terrível. A linha ofensiva, os running backs, recebedores, técnicos – você não é tão ruim assim a menos que todo mundo divida a culpa por tudo isso”.

Fletcher Cox, defensive tackle do Philadelphia Eagles, mostrou seu apoio ao quarterback de outra maneira: curtindo um tweet sobre como ele deveria seguir como titular. “Carson, ele é meu melhor amigo, eu o apoio desde o primeiro dia,” disse Cox, “Jalen, ele é meu colega de time”. Ainda, Cox disse que “é a NFL e você entende que as coisas acontecem desse jeito e é uma droga que caras que nem Carson são colocados nessa posição, porque nunca é apenas sobre um cara. Tem onze caras dentro de campo”. 

Em entrevista na quarta-feira (9), Doug Pederson disse que acha que Carson Wentz pode ser um “quarterback excepcional nesta liga e ele já provou isso”. Ele disse que precisam trabalhar juntos para colocar o quarterback “de volta aos trilhos”.

Jalen Hurts pode curar as dores do ataque do Eagles?

Jalen Hurts foi de quarterback bancado na final do College de 2018, por Alabama, para titular na NFL. Quando foi escolhido na 53ª posição no draft de 2020, imaginava-se que ele era uma opção de segurança e barata para caso Carson Wentz se machucasse. Agora, faltando quatro jogos para o fim da temporada, Hurts pode mostrar que tem o que é necessário para ser um QB1. “É uma ótima oportunidade,” disse Hurts. “Quando criança, você sonha com oportunidades como essa,” completou.

Quando Hurts foi escolhido no draft Howie Roseman, general manager dos Eagles, disse que “ninguém vai olhar para um quarterback calouro como alguém que vai assumir [a titularidade] de um quarterback Pro Bowler, um jogador que esteve perto de vencer um prêmio de melhor jogador da temporada”. O GM defendia que Hurts seria o backup. Porém, do jeito que a temporada se desenhou para Wentz e para os Eagles, chegou a hora do calouro dar um gás para o ataque.

Jalen Hurts coleciona snaps no ataque, especialmente como corredor. Ele entrou no terceiro quarto do confronto contra o Green Bay Packers com 12 corridas para 56 jardas, uma recepção para três jardas e três passes completos (em três tentativas) para 33 jardas. Após jogar um quarto e meio, o quarterback tem 17 corridas para 85 jardas e oito passes completos (em 15 tentativas) para 142 jardas, um touchdown e uma interceptação. 

Com uma linha ofensiva desfalcada, a mobilidade de Jalen Hurts pode ser um ponto decisivo no jogo contra o New Orleans Saints, uma das melhores defesas da NFL. Além disso, Pederson espera que o quarterback possa dar o “gás” que o ataque precisa, que ele já mostrou no jogo contra os Packers. 

Mais cedo na temporada, Carson Wentz disse que Hurts é um playmaker, “você traz ele do banco e as defesas precisam estar preparadas”. Quinta-feira (10), o running back Miles Sanders disse que o nível de confiança do quarterback está “nas nuvens”, que ele ama isso e “seu comando no huddle,” e que está animado para vê-lo jogar.

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