Estrangeiro ou não? Ex-jogadores falam em ‘erro zero’ por novo técnico do Chile

Sebastián Beccacece e Luiz Felipe Scolari estão cotados para assumir o comando técnico do Chile

Wilson Pimentel
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação /Racing

Com a saída de Reinaldo Rueda na última quinta-feira, o presidente da Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP), Pablo Milad passa agora a definir a estratégia para escolher o novo comandante da ‘La Roja’. A seleção, antes de mais nada, não faz boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

O objetivo é trabalhar com tranquilidade para escolher a melhor opção para evitar equívocos. Os dirigentes da ANFP, a princípio, não têm rejeição a estrangeiros. No começo desta semana, intermediários ofereceram o espanhol Rafa Benítez, mas o alto salário inviabilizou o acordo.

O argentino José Pékerman, ex-técnico da Colômbia, também foi cogitado. De acordo com a CNN Chile, o técnico, contudo, descartou assumir a seleção. Ele recusou o convite afim de começar um trabalho do zero no futuro. Ou seja, está indisponível no momento.

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Os dirigentes, nesse ínterim, também avaliam os nomes do argentino Sebastián Beccacece, ex-Racing e Luiz Felipe Scolari, do Cruzeiro. À primeira vista, Pablo Milad não pensa em contratar um profissional chileno. No entanto, a decisão não conta com a adesão da imprensa local.

O presidente Pablo Milad tem como princípio a ideia de apostar em treinadores estrangeiros. Após passagem de Juvenal Olmos em 2004, o Chile foi comandado por seis técnicos de fora do país. Nesse ínterim, Nelson Acosta, Marcelo Bielsa, Claudio Borghi, Jorge Sampaoli, Juan Antonio Pizzi e Reinaldo Rueda comandaram a ‘roja’.

No entendimento do dirigente, também não há grandes nomes disponíveis no mercado interno, o que dificulta a procura de um substituto para Reinaldo Rueda. O argumento vem repercutindo entre ex-jogadores históricos da seleção chilena.

O Torcedores.com ouviu alguns jogadores que marcaram época com a camisa do Chile. Além de reprovarem a saída de Reinaldo Rueda, eles falaram em ‘erro zero’ na busca por um novo treinador. Afinal, a seleção chilena não faz boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar. Confira!

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Clarence Acuña | ex-meia | jogou a Copa do Mundo de 1998 pelo Chile

“Reinaldo Rueda vinha fazendo um bom trabalho à frente da seleção. É lamentável ver o ciclo dele interrompido por aqui. O novo treinador terá de resgatar tudo de bom que o Chile fez quando venceu a Copa América. Além disso, a seleção tem condições de ser protagonista no futebol sul-americano. Mas será necessário um grande trabalho nas Eliminatórias. Os jogadores precisam estar dispostos a querer resgatar a nossa dignidade”.

Iván Zamorano | ex-atacante | jogou a Copa do Mundo de 1998 pelo Chile

“Reinaldo Rueda resgatou o espírito de competitividade que o Chile apresentou quando venceu duas vezes a Copa América. Com ele no comando, tinha a esperança de ver a seleção disputando novamente um Mundial. Não podemos errar na escolha do novo profissional. O futuro treinador precisa saber o peso da nossa camisa e reaproximar o torcedor da seleção”.

Johnny Herrera | ex-goleiro | bicampeão da Copa América com o Chile

“Se você me perguntar quem tem de comandar a seleção nacional, eu digo: Sebastián Beccacece. Ele conhece o time e os jogadores. Eu estava lá quando trabalhou com Jorge Sampaoli. Ele tem o respeito de todos no grupo. Acho que seria uma ótima contratação. É o que há de mais moderno disponível no mercado”.

José Luis Sierra | ex-meia | jogou a Copa do Mundo de 1998 pelo Chile

“Reinaldo Rueda não era o problema da seleção chilena. O problema é que não houve uma reformulação na equipe após a saída de Jorge Sampaoli. O Chile não formou bons jogadores e ficamos reféns da chamada Geração de Ouro. O novo treinador terá de repensar a condição de alguns atletas. Se isso não acontecer, o Chile ficará fora da próxima Copa do Mundo”.

Nelson Tapia | ex-goleiro | jogou a Copa do Mundo de 1998 pelo Chile

“Vou ser bem sincero. Acho que tenho condições de comandar a seleção, mesmo que digam que sou louco. Tenho fé nas minhas habilidades. Na verdade, meu filho me ligou esses dias dizendo que eu deveria me oferecer e enviar meu currículo para a Federação. Mas essas coisas deveriam acontecer naturalmente. Me sinto capacitado para comandar o time do Chile”.