Galiotte diz que está “tudo tranquilo” com Abel Ferreira: “Ele é muito intenso e ainda está se adaptando ao Brasil”

Galiotte admitiu que o treinador português ficou chateado com as pichações após a derrota para o São Paulo

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, minimizou as reclamações do técnico Abel Ferreira por reforços e pelo calendário do futebol brasileiro neste início de temporada, com o clube Alviverde, por exemplo, jogando praticamente dia sim e dia não por causa da disputa do Campeonato Paulista que ficou paralisado por algumas semanas em decorrência de uma determinação do governo diante do avanço da segunda onda da pandemia no Estado.

Em entrevista ao programa ‘Bate Bola Debate’, da ESPN Brasil, mandatário Alviverde garantiu estar tudo bem com o treinador português. “Entre Abel Ferreira e Sociedade Esportiva Palmeiras está tudo muito bem. O Abel é muito identificado conosco e nós da mesma maneira, com todos da comissão técnica. O trabalho do Abel é muito bem avaliado por nós. Queria tranquilizar o torcedor palmeirense, que está tudo tranquilo com o Abel, em relação ao Palmeiras, ao nosso projeto”, disse Galiotte.

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“Conversei muito com o Abel durante o voo (para Lima), também conversamos aqui no hotel. O fato é que ele é muito intenso. Ele cobra de todo mundo. Ele ainda está se adaptando ao futebol brasileiro. Não temos tempo para treinar e ele vem de um futebol em que os clubes treinam. É um processo complicado. Agora, essa garra que ele tem, é da natureza dele; alguns ajustes sim, mas temos que entender a essência do profissional”, acrescentou.

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Galliote comentou também sobre as pichações feitas no muro do Allianz Parque após a derrota para o São Paulo, em jogo do Paulistão, na última sexta-feira (16), em uma semana que o clube já vinha dos vices na Supercopa do Brasil e na Recopa após derrotas para Flamengo e Defensa y Justicia nos pênaltis, respectivamente. O técnico Abel Ferreira chegou a ser alvo dos vândalos.

“Obviamente que ele [Abel Ferreira] não se conforma com isso, obviamente ele ficou chateado com o nome dele sendo pichado, mas ele entende que faz parte da vida, do papel do torcedor. O palmeirense é extremamente exigente”, contou Galiotte.

“Nós não podemos nos basear por uma ou duas pessoas que picharam o muro. Não sei quantas foram, mas não foram nossos 18 milhões de torcedores. Esses mesmos jogadores que estavam no muro, foram campeões da Libertadores, e seis meses antes tiveram suas bandeiras rasgadas na frente do CT. Respeitamos todas manifestações, mas temos que confiar no trabalho”, completou o dirigente do Verdão.

Problemas com o calendário:

— Sobre calendário, o que eu posso dizer é o seguinte: se nós compararmos os campeonatos do Brasil e os campeonatos da Europa, vocês vão chegar a conclusão que a grande diferença é o campeonato regional. A diferença básica está nos 16 jogos do Campeonato Paulista, que aliás foi reduzido nos últimos anos. Mas a diferença está aí. Então, um clube brasileiro que faz todas as partidas da temporada como o Palmeiras fez no ano passado, chega próximo dos 80 jogos. Se você tirar 16 jogos do Campeonato Paulista, você vai chegar a uma média de 60 jogos. Um clube europeu, de ponta, que chega em todas as finais joga essa média de partidas em uma temporada. A discussão é essa. O campeonato estadual é muito importante, ele gera recursos para muitos clubes, e são recursos importantes, mas por um outro lado, ele compromete completamente o calendário do ano em relação ao número de jogos.

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— Se eu falar que não devemos mais ter o campeonato regional, vai ser uma polêmica muito grande, porque o Galiotte é contra o estadual, porque tem a história do Campeonato Paulista… o fato é: esse é um tema que tem que ser discutido. Tem que ser repensado. Talvez a redução do número de jogos. Isso tem que ser discutido.

Rivalidade com o Flamengo:

— Eu diria que Flamengo e Palmeiras têm grandes equipes e são grandes campeões dos últimos anos. Existe um equilibro muito grande, mas eu não destaco penas Palmeiras e Flamengo. Eu acho que nós temos no Brasil grandes clubes e grandes equipes, e o último campeonato mostrou isso. Foi decidido na última rodada e quem estava disputando o título era o Internacional, que também é uma grande equipe. Quem disputou a final da Libertadores foi o Santos. Quem brigou pelo título brasileiro até as últimas rodadas foi Atlético-MG e São Paulo. Então nós estamos falando de cinco, seis ou sete grandes equipes no Brasil. É uma discussão que não fica apenas entre Palmeiras e Flamengo.

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