Ramírez projeta estreia de Taison, aponta camisa 5 do futuro do Inter e debate Patrick com repórter: “Você escalaria como?”

Confira mais detalhes da coletiva virtual de imprensa do técnico Miguel Ángel Ramírez depois de Inter 5×0 Esportivo

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Inter

Antes pouco cogitada, a reestreia de Taison com a camisa do Inter poderá ser, sim, na próxima terça-feira, no Beira-Rio, a partir das 21h30, diante do Táchira, pela segunda rodada do Grupo B da Libertadores. Embora ainda não tenha treinado sob comando de Miguel Ángel Ramírez desde o retorno, o atacante de 33 anos não teve a escalação para esta partida já descartada pelo espanhol.

O comandante colorado falou sobre o assunto já na noite deste sábado, no Beira-Rio, em coletiva depois da vitória de 5×0 sobre o Esportivo na última rodada da primeira fase do Gauchão:

“Taison ainda não treinou comigo. Não fez nenhum treino. Ele está em boas condições físicas. Amanhã treina com o grupo. Hoje trabalhou com os não relacionados. Sua utilização na terça vai depender de como estiver nos treinos. Amanhã ou depois de amanhã posso ter uma resposta. Hoje ainda não tenho”, admitiu.

Ramírez elogia Johnny

Apesar de não estar sendo utilizado até o momento na temporada, o jovem Johnny, de 19 anos, vem enchendo os olhos de Ramírez a ponto de o treinador apontá-lo como “o camisa 5 do futuro do Inter”. Foi de forma extremamente elogiosa que o espanhol tratou do volante neste sábado:

“Dourado, Lindoso e Johnny podem fazer a posição de 5. Logicamente, Johnny acaba de chegar da seleção. Dourado e Lindoso partem com certa vantagem, mas Johnny é o futuro 5 do Internacional. Estamos trabalhando para que seja o primeiro volante do Inter por muitos anos. Johnny tem muitas condições para ser o primeiro volante. E o que é melhor para ele do que ter Dourado e Lindoso no dia a dia? Estão aprendendo perfeitamente. A partida de Lindoso hoje é de 10”, comentou o treinador.

Patrick vira alvo de debate entre Ramírez e repórter

Patrick, que voltou a ser titular do Inter após sequer entrar em campo na derrota de 2×0 para o Always Ready, na Bolívia, pela estreia na Libertadores, virou tema de um certo “debate” na coletiva. Sem ironizar ou querer confrontar o jornalista, Ramírez devolveu a pergunta quando o repórter Thaigor Janke, da Bandeirantes, iniciou o questionamento sobre o atleta.

“No esquema que jogamos, você escalaria Patrick em qual posição?”, perguntou o treinador.

“Eu escalaria como ponta pela esquerda”, declarou o jornalista.

Patrick iniciou o duelo contra o Esportivo pelo flanco direito, assim como já fizera contra o Aimoré, algo ainda novo na sua carreira.

“Neste nosso esquema, Patrick é ponta. Concordamos com isso. Ele precisa de espaço. Nossos meias me dão muitas opções. Boschilia e Taison estão chegando e podem jogar por dentro também. Ele tem maior dificuldade no espaço curto. Patrick tem muitas bolas perdidas quando atua pelo meio. Quanto mais espaço ele tem, mais perigoso ele fica. Ele não deve se sentir preso a um sistema tático. Mas não é um processo de hoje pra amanhã. De um mês para o outro. É um processo. Pouco a pouco vai melhorar”, explicou Ramírez, antes de garantir que a sua ausência na Bolívia foi por questão tática:

“Ele não entrou na Bolívia por questão tática. Pensei em uma equipe sem pontas no segundo tempo. Resolvemos jogar com dois centroavantes. Só por isso”, comentou.

Na semifinal do Gauchão, com vantagem de fazer a segunda partida em casa, o Inter encara o Juventude. A outra semi tem Grêmio x Caxias.