CBF teve gastos em torno de R$ 100 mil reais com vinhos na gestão de Rogério Caboclo

Temporariamente afastado da presidência da entidade, Rogério Caboclo vê seu nome envolvido em mais uma polêmica

Flavio Souza
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação / Lucas Figueiredo / CBF

A CBF vem passando por um ‘pente fino’ por conta dos problemas recentes envolvendo Rogério Caboclo. Depois das denúncias de assédio sexual e moral e a questão da compra de um jato sem autorização interna, a última notícia é sobre um gasto de R$ 100 mil em vinhos. O levantamento foi feito por auditores internos da entidade, que encontraram comprovantes de compra no período que Caboclo estava na presidência.

Conforme apurado pelo Estado de São Paulo, um relatório detalhado evidencia a compra de 171 garrafas de vinho. Já o site LANCE! conseguiu determinar que os valores giram em torno de R$ 250 a R$ 1,8 mil por garrafa.

De acordo com as informações, o vinho em questão seria o Cartuxa Reserva. A auditoria apura que essas compras foram feitas pelo setor de compras, mas sem aprovação do diretor financeiro da entidade, com aprovação direta de Caboclo. A bebida portuguesa inclusive aparece em 16 das 18 notas do relatório preliminar.

Rogério Caboclo justifica compra de vinhos

Através de nota oficial, o dirigente justificou a compra, afirmando que os vinhos eram usados para eventos sociais da CBF. Além disso, ele cita que as bebidas estão “dentro do seu valor de mercado”.

Confira a nota de Rogério Caboclo na íntegra

A gestão do presidente Rogério Caboclo na CBF cortou despesas e aumentou a receita da entidade. Para isso, um dos critérios adotados foi o da eficiência nos gastos. Os vinhos comprados estão todos dentro de seu valor de mercado. As aquisições ocorreram para abastecer eventos sociais, que são comuns e frequentes na entidade.

Vale destacar que o presidente Rogério Caboclo foi afastado da presidência sem sequer ter direito a apresentar defesa. O ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero, que foi banido do futebol, tenta retomar o controle da CBF por meio de laranjas e, para isso, organizou um complô para retirar Caboclo do cargo, inclusive com o uso de dossiês com conteúdo falso.”

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