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Goleiro da Argentina passou década apagado no Arsenal antes de virar herói

Emiliano Martínez defendeu três pênaltis e foi o destaque da classificação da Argentina para final da Copa América

lucasguida
Colaborador do Torcedores

Crédito: Getty Images

Aos 17 anos, Martínez trocou a base do Independiente, da Argentina, pelo Arsenal, da Inglaterra, mas foi emprestado logo em seguida pro Oxford United, onde estreou pelo profissional em 2012. Sem espaço no elenco dos Gunners, o goleiro passou pelo Sheffield United, Rotherham United, Wolverhampton, Getafe e Reading para ganhar experiência.

Na temporada de 2019/2020 o time londrino deu uma sequência de 23 partidas ao argentino antes dele ser vendido por 17 milhões de libras pro Aston Villa. Por lá ele se firmou e disputou 38 rodadas da Premier League, terminando 15 delas sem sofrer gols.

Oito anos fora da seleção

Pela base da seleção Argentina, Emiliano Martínez tem um bom histórico ao disputar o Mundial Sub-17 em 2009, o Sul-Americano Sub-19 do mesmo ano e o Mundial Sub-20 de 2011 e, logo em seguida, veio a primeira convocação pra seleção principal, em um amistoso. Mas mal ele sabia que ficaria oito anos sem ser chamado novamente. Depois de 2011, ele só foi lembrado em 2019 e mesmo assim não jogou.

A sua estreia na seleção principal aconteceu há pouco mais de um mês contra o Chile em um jogo válido pelas Eliminatórias para a próxima Copa do Mundo. Este foi apenas o sétimo jogo dele pela equipe de Scaloni.

“Estamos contentes pelo rendimento dele, não só nos pênaltis, mas porque passa segurança para o grupo. Todos os goleiros se apoiam muito, isso nos deixa muito contentes”, disse o treinador.

Jogo mental nos pênaltis

Foi nos pênaltis que Martínez brilhou, não só com as defesas que fez, assim como no “jogo mental”. A cada defesa, tinha um diálogo com o batedor. Depois de provocar Sánchez com um pedido de “desculpas”, para Yerry Mina ele repetiu várias vezes “estás nervoso, estás nervoso”, completando com “eu já te conheço”, pois ambos atuam no futebol inglês. E além deles, defendeu ainda o de Cardona, fechando a conta.

“Somos o único time que não furou a bolha (sanitária da Conmebol). Não tenho palavras. Estamos concentrados há 40 dias, não vemos ninguém. Estamos aqui por um sonho. Eu digo isso desde o primeiro dia: nada melhor que uma final contra o Brasil no seu campo”, finalizou.

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