Em meio a escândalos de corrupção e detenção, Luis Filipe Vieira renuncia à presidência do Benfica

Presidente do Benfica desde 2003, Luis Filipe Vieira chegou a ser detido para depor em meio às investigações da operação Cartão Vermelho

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Twitter/Reprodução

Os últimos dias foram bastante agitados no futebol português. Sobretudo para o Benfica, dos grandes clubes do país. Na última quinta-feira (15), Luis Filipe Vieira, presidente da instituição desde 2003, renunciou à cadeira. No último dia 07, ele foi detido para ser interrogado pela polícia na esteira da operação Cartão Vermelho, conduzida pelo Ministério Público do país para investigar fraudes fiscais envolvendo o futebol.

A renúncia de Luis Filipe Vieira foi entregue em carta a para a Assembleia Geral do clube. Basicamente, ele destacou que não tinha mais condições de se manter durante a investigação.

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De acordo com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), órgão português que investiga práticas financeiras suspeitas, o agora ex-presidente não está sozinho nas atividades duvidosas. Os valores, de acordo com a entidade, podem ser superiores a 100 milhões de euros. Os investigados são:

– Luis Filipe Vieira
– Tiago (filho do ex-presidente)
– José António dos Santos (empresário)
– Bruno Macedo (empresário)

Histórico do dirigente e futuro do clube

Empresário de destaque nos setores de componentes automotivos e imobiliário, Vieira tornou-se presidente benfiquista em 2003. O então sócio substituiu Manuel Vilarinho, que não conquistou títulos com o clube. No começo da gestão, construiu o novo Estádio da Luz e o Benfica Campus – centro de treinamento da instituição, na cidade de Seixal, na região metropolitana de Lisboa.

Quem assumiu o Benfica após a renúncia de Luis Filipe Vieira foi Rui Costa, histórico jogador do clube e da Seleção Portuguesa. Primeiro na linha sucessória da direção encarnada, ele já sofre pressões. Ele, pelo estatuto do clube, deve convocar novas eleições até o final de 2021.

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