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Olimpíadas 2020: no levantamento de peso, filipina ganha 1º ouro da história do país

Hadilyn Diaz, de 30 anos, havia sido prata no Rio-2016

Fernando Cesarotti
Jornalista, professor universitário e fã ardoroso de qualquer esporte. Autor do OlimpCast, podcast sobre esportes olímpicos.

Crédito: Hidilyn Diaz conquistou medalha de ouro inédita para Filipinas - Foto: Chris Graythen/Getty Images

Hadilyn Diaz fez história nesta segunda-feira ao conquistar em Tóquio a primeira medalha de ouro das Filipinas em um século de participação em Jogos Olímpicos. Ela venceu a prova do levantamento de peso na categoria até 55 kg e ainda bateu dois recordes olímpicos durante a disputa.

A atleta, de 30 anos, já havia sido medalha de prata nos Jogos do Rio-2016, na categoria até 53 kg. Na disputa desta segunda-feira, ela marcou 97 kg no arranque, em que a atleta precisa fazer um movimento único com o peso; e depois 127 kg no arremesso, em que é preciso parar o peso na altura do pescoço e depois completar o movimento – nesta parte da prova, bateu um dos recordes olímpicos.

O outro recorde foi na soma das duas provas, 224 kg. A chinesa Oiuyun Liao ficou com a medalha de prata, com 223 kg na soma das duas etapas, e o bronze foi para a cazaque Zulfiya Chinshanlo, com 213 kg. Após conseguir o movimento definitivo, Diaz não escondeu as lágrima pelo feito histórico.

Ouro inédito de uma estudante rebelde

Até agora, o cartel de medalhas das Filipinas continha três medalhas de prata – entre elas e a Hadilyn Dias no Rio – e sete de bronze. O país começou a disputar os Jogos Olímpicos apenas a partir de Paris-1924, e já conquistou cinco medalhas no boxe, duas na natação e duas no atletismo.

Hadilyn Dias é oficial da Força Aérea das Filipinas, e inclusive bateu continência no pódio enquanto ouvia o hino do país. Também formou-se em Ciência da Computação, embora tenha trancado o curso em alguns períodos alegando que o estudo “atrapalhava os treinos”. Concluiu o curso a duras penas e depois iniciou outro, de gestão esportiva, ainda não terminado.

Praticante do levantamento de peso desde os 11 anos, ela disputou a primeira Olimpíada aos 17, em Pequim-2008. Bateu o recorde nacional de sua categoria e, mesmo ficando em 11º lugar, foi elogiada por dirigentes que apostavam num “futuro promissor”. Em Londres-2012, não conseguiu concluir a prova.

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