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Olimpíadas: Chances de medalhas do Brasil

Brasil terá sua maior delegação em uma edição olímpica fora do país, e a expectativa é de que o país bata recorde da Rio 2016. Confira as chances de medalhas do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio!

Carolina Alberti
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/ Twitter Time Brasil

Há menos de 20 dias para o início das Olimpíadas, os atletas brasileiros ajustam os últimos detalhes antes de embarcarem para Tóquio (JAP).

Com a maior delegação em uma edição de Jogos Olímpicos fora do país, a expectativa é de que o Brasil supere as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, quando teve sua melhor participação na história da competição, com seis outros, sete pratas e seis bronzes.

Dessa forma, o Torcedores.com montou um top 10 com as principais chances de medalhas do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio.

Boxe

Assim como em Londres 2012 e Rio 2016, o Brasil deve pintar no pódio do boxe. A baiana Beatriz Ferreira é o nome da vez. Atual campeã mundial na categoria até 60kg, Bia está entre as favoritas à medalha olímpica em Tóquio.

Só este ano, a pugilista soma dois ouros em competições disputadas na Alemanha e na Búlgaria. Além disso, no início de julho, ganhou, de forma invicta, o Grand Prix de Boxe do Brasil.

Canoagem de Velocidade

Destaque na Rio 2016 com três medalhas, Isaquias Queiroz segue entre as principais estrelas da canoagem de velocidade. Único canoista brasileiro a conquistar três medalhas numa mesma edição olímpica, Isaquias sagrou-se campeão mundial do C1 1000m em 2019, e conquistou o bronze no C2 1000m, ao lado de Erlon Souza.

Diferentemente dos Jogos do Rio, o baiano disputará apenas duas provas em Tóquio (C1 1000m e C2 1000m), e terá Jacky Godmann, de 22 anos, como dupla.

Futebol

Atual campeão olímpico, o futebol masculino brigará pelo bicampeonato. Apesar das diversas alterações na convocação por veto de clubes, o grupo de André Jardine entra como um dos favoritos ao pódio, e porque não dizer, ao ouro.

O Brasil está no grupo D, ao lado de Costa do Marfim, Arábia Saudita e Alemanha. A estreia será contra os alemães, dia 22 de julho, no Estádio Yokohama, em reedição da final da Rio 2016.

Ginástica Artística

Dono de duas medalhas olímpicas nas argolas (ouro e prata), Arthur Zanetti é uma das esperanças de medalha para o Brasil na ginástica artística. Em Tóquio, porém, Zanetti não fará parte da equipe brasileira (será reserva), e focará apenas em sua prova.

Outros dois nomes que valem a pena ficar de olho são Arthur Nory e Rebeca Andrade. Medalhista olímpico no solo e campeão mundial na barra fixa, Nory vai a Tóquio com chances de medalha.

Já Rebeca Andrade, recuperada de lesão, conquistou a vaga olímpica há um mês, no Pan de Ginástica, e deixou boa impressão. Ela não brigará com a favoritíssima Simole Biles, mas tem chance de beliscar pódio.

Judô

Uma das principais modalidades do Brasil em Olimpíadas, o judô – apesar não estar em sua melhor fase – entra na lista de possíveis medalhas. O principal nome no momento é de Mayra Aguiar. A medalhista de bronze no mundial de 2019 e sexta colocada no ranking olímpico será uma das cabeças de chave em Tóquio.

Mesmo assim, Rafael Silva, o Baby (+100kg), Maria Suelen Altheman (+78kg) e a equipe mista aparecem como esperanças de pódio.

Natação/Maratona Aquática

Após sair zerada no Rio de Janeiro, a natação brasileira tem em Bruno Fratus (vice-campeão mundial dos 50m livre em 2017 e finalista nas duas últimas Olimpíadas) sua principal chance de medalha.

Por outro lado, Ana Marcela Cunha é o principal nome brasileiro na maratona aquática. Vale lembrar que a modalidade rendeu uma medalha para o Brasil na Rio 2016, com Poliana Okimoto.

Skate

A entrada do skate no programa olímpico deve beneficiar – e muito – a campanha brasileira em Tóquio. Potência tanto no street quanto no park, o Brasil tem chances de colocar alguns atletas no pódio, com direito a dobradinha ou até pódio 100% brasileiro.

A equipe brasileira terá, por exemplo, a campeã mundial de street de 2019 Pâmela Rosa, a caçula Rayssa Leal (bronze no Campeonato Mundial), Letícia Buffoni (quinta colocada no último Mundial) e Pedro Barros (campeão mundal em 2018 no park)

Surfe

Assim como o skate, o surfe gera espectativa de algumas medalhas para o Brasil. Donos de três títulos mundiais, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira estão entre os favoritos ao ouro olímpico. Medina é o atual líder do ranking mundial, e faz sua melhor temporada da carreira. Já Ítalo é o vice.

Por sua vez, no feminino, Tatiana Weston-Webb é a quarta no ranking mundial, faz uma boa temporada, e também pode subir ao pódio na capital japonesa. No momento, só Silvana Lima corre por fora.

Vela

Atuais campeãs olímpicas na 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze vão lutar pelo bicampeonato. Além de manter o bom desempenho neste ciclo olímpico, a dupla foi prata no Campeonato Mundial de 2019.

Olhos abertos também para Robert Scheidt. O maior medalhista olímpico da história do Brasil pode não chegar entre os favoritos na classe laser, mas, com certeza, entra na lista de possíveis medalhas.

Vôlei

O vôlei de quadra brasileiro medalhou nas últimas quatro Olimpíadas, e não deve ser diferente em Tóquio. Atual campeão da Liga das Nações, o time masculino, comandado por Renan dal Zotto, mostrou força, e entra forte na briga pelo ouro.

Já no vôlei de praia, a dupla formada por Ágatha e Duda é destaque. Elas terminaram na quarta colocação do Circuito Mundial, e ficaram com a prata no Finals em 2019.

Para ficar de olho

Supresas fazem parte de todas as competições, e não será diferente na Olimpíada do Japão. Por isso, não se assuste se alguns desses nomes também subir ao pódio:

Atletismo: Alison Santos (400m com barreiras) , Darlan Romani (arremesso de peso), revezamento 4x100m, Almir Junior (salto triplo) e Gabriel Constantino (11om com barreiras)

Esgrima: Nathalie Moellhausen

Canoagem Slalom: Ana Sátila

Levantamento de Peso: Fernando Reis

Marcha Atlética: Caio Bonfim

Mountain Bike: Henrique Avancini

Tênis de Mesa: Hugo Calderano

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