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Gol mais bonito da carreira de Pelé não foi gravado, mas foi “reconstituído”; assista

Há 62 anos, no jogo entre Santos e Juventus na Rua Javari, gol espetacular de Pelé entrou para a história do futebol

Adriano Oliveira
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/ Santos FC

Vestindo a mítica camisa 10 do Santos, Pelé marcou 1.091 gols. Porém, um deles, anotado há exatamente 62 anos no estádio da Rua Javari, em São Paulo, no dia 2 de agosto de 1959, é considerado por muitos e pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua gloriosa carreira.

Naquele domingo, cerca de dez mil torcedores lotaram o acanhado e tradicional estádio Conde Rodolfo Crespi para acompanhar o duelo entre Juventus e Santos, válido pelo Campeonato Paulista.

Santos entrou em campo com Manga, Pavão, Mourão, Formiga e Ramiro; Zito, Dorval e Jair Rosa Pinto; Coutinho, Pelé e Pepe. Destaque do time alvinegro, Pelé já era reconhecido pelo apurado faro de gol. Na temporada anterior, por exemplo, havia sido o artilheiro do torneio somando 58 tentos, um recorde jamais batido.

A equipe da Vila Belmiro abriu o placar aos 23 minutos do primeiro tempo com ele, Pelé, que novamente balançou as redes no início da etapa final. Dorval anotou o terceiro gol. Até que, aos 42 minutos, o Rei voltou a marcar e, mais do que isso, assinou sua mais bela pintura nos gramados.

O camisa 10 recebeu passe de Dorval e, ao dominar a bola, já driblou o primeiro adversário, engatando quatro chapéus em sequência, sem deixar a bola cair no chão, o último deles no goleiro Mão de Onça. Com maestria, finalizou com toque sutil de cabeça para o fundo do gol, selando a goleada santista por 4 x 0.

Na comemoração, Pelé correu em direção à torcida imortalizando o famoso “soco no ar”, que se tornou sua marca registrada. Todos os torcedores presentes na Rua Javari o aplaudiram de pé pelo lance espetacular e os próprios jogadores do Juventus formaram uma fila para cumprimentá-lo.

Apesar de histórico e valer um busto do Rei do Futebol na Rua Javari, não há registro do gol, que foi reconstituído em imagens de computação gráfica para o documentário “Pelé Eterno”, lançado nos cinemas em 2004. Confira abaixo:

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