O Time Brasil foi a Tóquio com a difícil missão de se aproximar da campanha da Rio-2016 e voltou com resultados modestos. Com dois bronzes conquistados, a delegação encerrou sua participação sem ouro ou prata pela primeira vez em 13 anos.
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E não foi por falta de tentativas. Ao todo, se somaram 11 atletas do Comitê Paralímpico Brasileiro no Japão, competindo nas quatro classes existentes da bocha — BC1, BC2, BC3 e BC4, cujos números mais baixos englobam pessoas com maior nível de comprometimento físico-motor, como tetraplégicos que precisam de auxílio.
Na Cerimônia de Abertura dos Jogos, os holofotes foram direcionados para Evelyn Oliveira, que dividiu a função de porta-bandeira com Petrúcio Ferreira na entrada das delegações no estádio Paralímpico. No entanto, ela pouco brilhou e terminou na sétima posição tanto no individual quanto nos pares, na classe BC3.
O Brasil só subiu no pódio nas divisões mais baixas, com Maciel Santos (BC2), que passou por Worayut Saengampa, da Tailândia, por 4×3 na disputa pelo bronze na bocha. Na sua classe, ele não tem a permissão de receber o auxílio de um dos três calheiros para posicionar a bola.
E no mesmo dia, José Chagas completou sua campanha individual na categoria BC1 ao fazer 8×2 sobre o português André Ramos. Esta foi a primeira medalha do ribeirão-pretano de 44 anos em três edições disputadas e a última do Brasil em Tóquio.
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