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Simone Biles chora em depoimento sobre abuso sexual e solta o verbo: “Falharam conosco”

Ginasta Simone Biles culpou o FBI e as entidades esportivas dos EUA como responsáveis pelos abusos que sofreu do médico Larry Nassar

Mário André Monteiro
Jornalista com passagens por Portal iG, Fox Sports e Osasco Audax. Atualmente editor do Alemanha FC (http://www.alemanhafc.com.br). No Twitter: @alemao_mario e no Instagram: @marioalemao

Crédito: Twitter / USAG

A ginasta norte-americana Simone Biles, de 24 anos de idade, testemunhou em um painel do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos sobre os abusos sexuais cometidos pelo médico Larry Nassar, da Federação Americana de Ginástica (USAG). Ela foi uma das centenas de vítimas.

Em seu depoimento nesta quarta-feira (15), Biles responsabilizou o FBI pelo crime de Nassar, além de também reclamar da falta de atitude da USAG e do USOPC (Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos).

“A USAG e USOPC sabiam que fui abusada por seu médico oficial muito antes de eu saber do conhecimento deles. Sofremos e continuamos sofrendo, porque ninguém no FBI, USAG ou USOPC fez o que era necessário para nos proteger. Falharam conosco”, disse a ginasta, chorando bastante.

“Eu culpo Larry Nassar e também culpo todo um sistema que permitiu e perpetrou seu abuso. As organizações criadas pelo Congresso para supervisionar e me proteger como atleta falharam em fazer seu trabalho”, continuou Simone Biles.

Em julho deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre a atuação do FBI no caso dos abusos sexuais de Larry Nassar, afirmando que a Polícia Federal dos EUA falhou na investigação.

O documento mostra que agentes do FBI não responderam às acusações com a seriedade e a urgência que elas mereciam. O inquérito só avançou depois da denúncia do jornal “The Indianapolis Star”, em setembro de 2016, indicando todas as mulheres molestadas pelo médico, incluindo Biles.

Outras atletas também falaram

Além de Simone Biles, as também atletas Aly Raisman, McKayla Maroney e Maggie Nichols também testemunharam nesta quarta-feira.

“Depois de contar toda a minha história de abuso ao FBI em 2015, não apenas o FBI não relatou meu abuso, mas quando finalmente documentou minha denúncia 17 meses depois, eles fizeram afirmações totalmente falsas sobre o que eu disse”, relatou Maroney.

“Foi como servir crianças inocentes a um pedófilo em uma bandeja de prata”, avaliou Raisman.

Todas elas, assim como Simone Biles, foram abusadas pelo médico Larry Nassar, condenado a 360 anos de prisão por ter molestado cerca de 265 mulheres.

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