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Futebol mundial movimenta mais de US$ 300 bilhões, mas Brasil representa menos de 2% desse total

Futebol brasileiro é um dos que menos gera receitas com o esporte, mesmo sendo um dos maiores mercados mundiais, com 160 milhões de torcedores

Flavio Souza
Desde 2006 escrevo sobre esportes em geral e participo do site Torcedores.com desde dezembro de 2018, onde exerço função de Colaborador Sênior.Atualmente meu foco é no futebol brasileiro e internacional, mas procuro falar sobre outras modalidades, como esportes olímpicos, por exemplo.Meu foco é trazer informações relevantes sobre os clubes fora de campo, como entrevistas, análises financeiras, desempenho das equipes em redes sociais e análises táticas.

Crédito: Reprodução

Em 2020 os principais clubes do Brasil arrecadaram mais de R$ 4.5 bilhões. Em um primeiro momento, pode até parecer um valor considerável. Mas é algo irrisório perto do que o esporte  movimenta no mundo todo. Conforme estudo da empresa Sports Value, as receitas relacionadas ao futebol são superiores a US$ 300 bilhões (mais de R$ 1 trilhão).

O levantamento mostra que em 2020 são cerca de 160 milhões de torcedores. Um potencial público consumidor que poderia alavancar as receitas dos clubes. Mas o que se vê é uma dependência financeira em relação aos direitos de TV e vendas de jogadores, que representam 65& das rendas dos times.

Para se ter uma ideia, considerando apenas os Top-20 times, o valor arrecadado com os programas de Sócio Torcedor é de R$ 400 milhões. O Barcelona, sozinho, na temporada 2016/17, faturou mais de R$ 650 milhões apenas com venda de ingressos, camarotes, bebidas e comidas. Isso em uma temporada onde o clube foi eliminado nas quartas de final da Champions League. O abismo fica ainda maior ao acrescentar o valor superior a R$ 67 milhões com mensalidades dos sócios.

Falta de alcance dos clubes de futebol mundialmente

Outro ponto que atrapalha na captação de receitas é o foco apenas no público das cidades onde os clubes estão sediados. Mais uma vez, usamos o Barcelona como exemplo. O clube catalão possui mais de 400 milhões de fãs nas suas redes sociais. Esse número é maior que os clubes do Brasil e América Latina, juntos. E o detalhe é que os clubes europeus trabalham essa questão de engajamento dos torcedores. Ações tanto com os presenciais como os “virtuais”.

São exemplos que podem ser seguidos pelos times de futebol do Brasil para ampliar seu leque de receitas nos próximos anos.

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