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NFL: Lara Magalhães, cheerleader dos Patriots, visita o Brasil e anuncia projeto da modalidade junto ao futebol americano, no país

Cheerleader do New England Patriots, Lara Magalhães foi presenteada com camisas da seleção brasileira de futebol americano e do Corinthians Steamrollers; atleta anunciou o Brasil Onças Cheerleading

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Crédito: Marcos M. Carmona

A primeira Cheerleader brasileira no New England Patriots tem trabalhado dentro e fora dos gramados. Aprovada na equipe de New England em 12 de junho, Lara Magalhães, de apenas 30 anos, veio ao Brasil para acompanhar o embarque da seleção brasileira de flag football que viajou ontem (01) a Israel, para disputar o mundial da modalidade. Mas, além disso, a atleta anunciou, também, seu mais novo projeto. Desta vez, junto à CBFA (Confederação Brasileira de Futebol Americano): o Brasil Onças Cheerleading, equipe que deve ser composta das melhores atletas deste esporte, para o amistoso da seleção brasileira de futebol americano contra a seleção europeia, em Março de 2022. E a intenção é que essa seleção brasileira de cheerleading não seja montada apenas para o amistoso, mas sim, tenha continuidade.

 

A seleção Brasil Onças Cheerleading será composta para atuar na sideline em partidas do Brasil Onças, assim como Lara Magalhães faz, atualmente, em partidas da NFL. E este time será mentorado de perto pela atleta, que também é presidente da Confederação Brasileira de Cheerleading e Dança (CBCD) e busca a expansão do esporte, no país.

“A CBCD está alcançando muitos estados. Nosso estatuto passou de 30 páginas para 60. Estamos trabalhando para que o esporte fique ainda mais conhecido e a intenção é que, no futuro, a gente construa algo ainda maior”, revela Lara Magalhães, presidente da CBCD e Cheerleader do New England Patriots.

Atualmente, o cheerleading é composto por ramificações dentro da modalidade, sendo eles o atlético e o de dança (que acontece nas sidelines dos jogos da NFL). E, para conseguir alcançar a – concorrida – vaga nos Patriots, a vida de Lara foi, também, cheia de obstáculos.

“Tentei entrar nos Patriots muitas vezes (3). E isso me preparou para vestir a camisa de New England, hoje. E mesmo assim a camisa pesa. Tenho muito orgulho de representar os Patriots”, revela Lara Magalhães. “O New England Patriots já tem uma história com o Brasil, por causa do Tom Brady ser casado com a Gisele. O papel da Cheerleader é uma extensão do time com a comunidade, porque os jogadores não têm essa disponibilidade durante a temporada”, completa a Cheerleader, que atualmente, além de atuar nas sidelines do Gillette Stadium, também realiza trabalhos comunitários junto à equipe de Cheer, que é composta por 32 atletas.

Natural de Sabinópolis, município de mais de 15 mil habitantes do interior de Minas Gerais, a brasileira reside atualmente em Cape Cod, Massachusetts, e começou a trajetória como cheerleader nos Estados Unidos, aos 15 anos. Além disso, fez o ensino médio na Nauset Regional High School, no mesmo estado em que mora atualmente.

“Estar na sideline da NFL é realmente incrível. Estive no jogo contra os Titans e os Patriots deram um show”, conta Lara, ao Torcedores.com. “Hoje, treinamos 3 vezes na semana e chegamos 5 horas antes de cada jogo. Além disso, estamos sempre trabalhando com as comunidades, durante a semana.”

Lara chegou ao Brasil no início da semana, após a vitória dos Patriots em cima do Tennessee Titans, e está cumprindo alguns compromissos, além de ter acompanhado o embarque da seleção brasileira ao mundial de Flag Football, em Israel. Nesta quarta-feira (1), a Cheerleader também compareceu a uma entrevista coletiva realizada pela CBFA, no Teatro Corinthians, onde recebera, também, uma camisa de futebol americano da equipe, o Steamrollers, pelo presidente Ricardo Trigo. Lara, ainda, presenteou a presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano, Cristiane Kajiwara, com uma Jersey dos Patriots, e foi retribuída com uma Jersey do Brasil Onças (seleção Brasileira) com seu nome, e uma outra, com o nome de Robert Kraft (presidente de New England), para levar como lembrança, como revelado pela presidente da CBFA.

 

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