Riquelme não engoliu a eliminação do Boca Juniors para o Atlético, nas oitavas de final da Libertadores de 2021. Lendário jogador e atual diretor do clube argentino, sempre retoma o tema em suas entrevistas e entende que foi prejudicado pelo comportamento do VAR nos dois jogos com os brasileiros. “Nós ganhamos”, diz Román.
Nacho Fernández, meia do Atlético e presente naqueles embates, discorda das palavras de Riquelme. Em contato com a reportagem do Diário Olé, ele inicialmente sorri de forma irônica antes de responder seu compatriota.
“Na verdade, nós ganhamos. Quem passou foi o Atlético. É como se a gente, quando eu estava em River, dissesse que vencemos o Palmeiras, mas estávamos do lado de fora. Depois pode-se analisar se foi bem ou mal, mas a realidade é que vencemos”, recorda Nacho do jogo em que o River caiu para o Palmeiras, em 2020.
Na ocasião, o VAR atuou em três lances que seriam decisivos. O gol anulado de de Montiel, o pênalti em Suárez e a revisão pela falta dentro da área em Borré.
Pressão de Nacho para revisão no VAR
No jogo de ida, na Bombonera, Nacho era o capitão do Atlético-MG. Após o gol do Boca Juniors, o meia reclamou bastante para que o árbitro Andrés Rojas fosse checar o lance. Minutos depois, o mesmo foi chamado e Nacho seguiu pressionando. Após a revisão, o tento foi anulado.
“O árbitro disse a certa altura que não tinha sinal do VAR e não podia rever a jogada. A única coisa que fiz foi esperar que ele tivesse um sinal para ver o que lhe diziam, se ia rever a jogada ou se era um gol. Eu era o capitão e tinha a responsabilidade de fazer isso. Quando teve o sinal, foi conferir e cobrou falta. O que foi discutido e aconteceu não é uma questão que me corresponda”, explica Nacho.
Na volta, em Belo Horizonte, os xeneizes tiveram mais um gol invalidado pelo VAR. Com o novo 0 a 0, a disputa foi para os pênaltis e o Atlético avançou para a fase seguinte da competição.

