A dívida do Corinthians com seu estádio, a Neo Química Arena, ainda segue longe de uma resolução definitiva para seu pagamento. A Caixa Econômica Federal, credora dos débitos, decidiu por tentar um modo de reestruturar a questão ligado ao clube e a Odebrecht, que também administra o local.
Uma destas soluções foi a contratação de uma consultoria para auxiliar o banco em readequar os pagamentos pela arena, segundo o blog de Marcel Rizzo, do Uol Esporte. A empresa contratada é a Grant Thornton, que irá prestar serviços que irão analisar a situação financeira, tributária e contábil do estádio e também do Timão para o banco
Caixa contrata consultoria da Grant Thornton para auxiliar na reestruturação da dívida da Neo Quimica Arena, e ajustar acordo com o Corinthians.#grantthorntonbrasil #neoquimicaarena #corinthians #caixaeconomicahttps://t.co/et2WR0HKWx
— Jhon ⚫️⚪️? (@Jhonn9102) March 25, 2022
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A empresa que administra o estádio (a Arena Itaquera S/A) deve à Caixa cerca de R$ 536 milhões. Há uma negociação entre o banco e o time do Parque São Jorge para que o acordo seja reestruturado para o viabilizar a quitação do débito. No entanto, um processo que a empresa estatal move para que tais conversas possam continuar foi suspenso por 60 dias por ordem da Justiça, o que atrapalha os planos.
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Desde o final de 2020, a diretoria corintiana vem se pronunciando de que um acordo com a Caixa para pagar as dívidas da Neo Química Arena está em discussão, em janeiro sendo o mais recente pronunciamento do presidente Duílio Monteiro Alvduioes sobre o assunto, no qual falava da proximidade do aceto entre banco e Corinthians para acertar o planejamento para quitar dos débitos.
A possibilidade de que tal acordo não saia poderia trazer riscos, conforme apontada na decisão que suspendeu as negociações. O maior deles é de que o estádio seja tomado para o banco e tenha que ser leiloado, embora de momento a situação não indique a intenção de se decidir por devolver a propriedade da arena corintiana para a estatal o negociar.
Corinthians corre risco de ter Neo Química Arena leiloada por dívida; entenda – https://t.co/4ytVAZHr2B pic.twitter.com/D0hoqA0Sqt
— Torcedores.com (@Torcedorescom) March 7, 2022
O débito da Arena se dá por atrasos da empresa administradora por conta do financiamento para que esta fosse construída, visando a Copa do Mundo de 2014. O financiamento foi feito pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com a Caixa de intermediária, à epoca estimado em R$ 400 milhões. Os atuais valores da dívida, cobrada de forma integral pelo banco, são contestados pelo Timão.

