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Clubes brasileiros podem ter problemas financeiros após mudança drástica no mercado da bola

Tendência de queda em negociações que rendiam lucros milionários podem acender sinal de alerta para os clubes brasileiros

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.

Os clubes brasileiros precisam se atentar a uma tendência que pode ganhar força nas próximas janela de transferências.

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O relatório feito pela Convocados e pela XP Investimentos, divulgado na coluna do Rodrigo Mattos, do UOL Esporte, apresenta queda na venda de jogadores de clubes brasileiros para o futebol europeu por conta de mudanças.

Com isso, os times do Brasil precisam controlar custos e buscarem saídas. Segundo Mattos, o documeto aponta que os clubes brasileiros arrecadaram pouco mais de R$ 1,1 bilhão com vendas em 2021. Em 2020, no auge da pandemia, o valor ficou na casa de R$ 1,3 bilhão. Em 2019, foi de R$ 1,4 bilhão. A diminuição no investimento em euros, moeda usada na Europa, também marcou o estudo.

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“Ao mesmo tempo observa-se a redução no volume financeiro negociado na última janela, com forte retração nas negociações mais caras”, aponta o relatório.

“Claro impacto da pandemia, pode ser que se torne uma mudança estrutural à medida em que a UEFA e as federações locais apertem os controles de sustentabilidade financeira”, indica o documento.

Clubes europeus mudam filosofia no mercado

Uma tendência é a redução nas compras diretas de clubes europeus no futebol brasileiro. Em entrevista à coluna de Rodrigo Mattos, o economista César Grafietti disse que as equipes europeias devem passar a buscar jovens diretamente do mercado do Velho Continente.

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Ainda segundo ele, com isso, os clubes brasileiros serão obrigados a se estruturarem melhor, senão verão o aumento das dívidas. A indução pode ser por um Fair Play financeiro, já que todos terão que trabalhar para melhorar as receitas.

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De acordo com o estudo, poucas equipes tiveram receita de venda e mantiveram as dívidas abaixo. Os exemplos citados foram Athletico Paranaense, Grêmio, Flamengo e Fluminense. Pelo contrário, times que venderam e mesmo assim aumentaram suas dívidas foram Atlético-MG, Cruzeiro e Corinthians.

O relatório aponta ainda aquela que pode ser uma saída para “amenizar a crise”. O aumento na receita com patrocínios subiu 48% e deu um salto. Portanto, os clubes conseguiram arrecadar com o marketing um valor semelhante ao que obtinham com vendas.

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