Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o presidente do Flamengo (Crédito: Paulo Reis/Flamengo)
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que o clube não pretende agir por impulso em busca de reforços na próxima janela de transferências. Em entrevista ao canal Venê Casagrande, o dirigente explicou que o Rubro-Negro não está desesperado e garantiu que o Rubro-Negro só fará investimentos que estejam alinhados ao planejamento esportivo e financeiro.
Segundo Bap, existe uma ansiedade natural da torcida por novas contratações após a disputa da Copa do Mundo. No entanto, ele ressaltou que o elenco atual não justifica medidas precipitadas e descartou pagar valores acima do mercado apenas para atender às cobranças externas.
– As pessoas estão em um nível de ansiedade como se o elenco fosse uma m…, como se precisasse desesperadamente de reforços e como se os recursos fossem infinitos. Não estamos desesperados e não vamos pagar qualquer preço para trazer qualquer um para atender essa ansiedade da massa porque não somos burros – disparou.
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Flamengo mudou estratégia de reforços em 2026
Durante a entrevista, Bap explicou que o planejamento financeiro do Flamengo em relação aos reforços para esta temporada foi diferente.
Tradicionalmente, o clube costumava concentrar seus maiores investimentos na janela do meio do ano. Entretanto, em 2026, a diretoria optou por antecipar parte desse esforço para viabilizar a contratação de Lucas Paquetá, considerada uma das maiores operações da história rubro-negra.
De acordo com o dirigente, essa decisão naturalmente reduz a margem para novos investimentos imediatos:
– Não vamos fazer nenhuma loucura por causa de Copa do Mundo. A gente tradicionalmente fazia a segunda janela mais forte e neste ano fizemos uma primeira mais forte para ter o Paquetá.
Investimento em Paquetá pesa no planejamento financeiro
Por fim, Bap voltou a destacar o esforço financeiro feito para contratar Lucas Paquetá. Segundo o dirigente, o Flamengo desembolsou mais de 25 milhões de euros à vista, valor muito superior aos praticados anteriormente pelo clube em contratações.
O presidente explicou que esse investimento exige um período de adaptação antes de novos gastos elevados:
– O Flamengo nunca desembolsou um montante maior do que 7 ou 8 milhões de euros em nenhuma parcela de contratação.
Copa do Mundo inflacionou o mercado, diz presidente
Outro ponto levantado pelo mandatário foi o impacto da Copa do Mundo nas negociações.
Segundo ele, muitos atletas preferem aguardar o encerramento do torneio para definir o futuro, na expectativa de receber propostas melhores ou aumentar seu valor de mercado. Por isso, o Flamengo prefere esperar um cenário mais favorável antes de acelerar novas investidas
– Todos os jogadores que estão na Copa querem esperar para verificar se estão mais valorizados – disse o presidente.

