A dívida exorbitante do Atlético-MG, que gira em torno de R$ 1,3 bilhão, fez com que o clube arcasse, apenas em 2021, em uma fortuna apenas em pagamento de juros. Segundo publicação do jornalista Jorge Nicola, em sua coluna no jornal Superesportes, saíram dos cofres do Atlético-MG no ano passado R$ 77 milhões apenas para a quitação de juros referente à dívida do clube. Estes valores foram de R$ 19 milhões para tributos atrasados e outros R$ 58 milhões sobre financiamentos. O montante está no balanço oficial do Galo, apontando qual é o tamanho real do problema financeiro do clube.
Mensalmente, foram por água abaixo das contas do Galo um valor de R$ 6,4 milhões, que poderiam ser cruciais para o clube montar um time ainda mais poderoso ou ainda investir em outras áreas do clube.
O que o Galo poderia fazer com o valor pago em juros?
Nicola ainda apontou em sua coluna no Superesportes alguns exemplos do que o Atlético-MG poderia fazer com os R$ 6,4 milhões que perdeu mensalmente em 2021. O clube poderia, por exemplo, pagar duas vezes a folha salarial do rival Cruzeiro em 2022. O líder da Série B tem sua folha completa na casa dos R$ 3 milhões.
Outro exemplo seria pagar, somados, os três técnicos mais caros do futebol brasileiro, que são Abel Ferreira, com vencimentos na casa dos R$ 2,8 milhões, Vítor Pereira, que recebe R$ 1,9 milhões, além de Cuca, com R$ 1,5 milhão. Juntos, eles receberiam R$ 5,4 milhões.
Por fim, Nicola ainda apontou que o Atlético-MG poderia pagar mensalmente os salários de Raphinha e Robert Lewandowski, nova dupla de ataque do Barcelona. Enquanto o brasileiro vai receber R$ 2,5 milhões por mês, o polonês terá vencimentos de R$ 3,9 milhões, o que somado chega a exatamente R$ 6,4 milhões.

