Os dois torcedores que foram flagrados em atos de injúria racial contra um segurança do Mineirão, em uma partida do Atlético-MG contra o Cruzeiro em 2019, foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
Segundo a publicação do Globoesporte.com, o acórdão foi publicado em 2 de fevereiro deste ano, mas se tornou público apenas agora. Os desembargadores apontaram que os torcedores processados, que se chamam Adrierre Siqueira da Silva e Nathan Silveira da Silva, foram provocados pela vítima.
“Os acusados, a princípio, agiram revoltados, em uma crescente e justificável ira, eis que sob o efeito de gás de pimenta e temendo por sua integridade física, fato este que, em alguma medida, foi provocado pela própria vítima”, aparece no documento.
Conforme aponta a notícia, os torcedores teriam chamado o segurança de “macaco” em duas oportunidades. Além disso, um deles teria dito: “Você pôs a mão em mim, olha sua cor”. A defesa do segurança disse ainda que ele levou uma cusparada de um dos processados.
Por outro lado, a defesa dos torcedores utilizou do mesmo argumento do TJ-MG para pedir a absolvição, afirmando que os seguranças do estádio agiram de forma “desumana”.
“Não houve prática de crime de injuria racial, sendo que a discussão dos réus com o segurança, se deu em atitudes desumanas dos próprios seguranças do estádio, gerando confusão generalizada, não havendo que se falar em culpa dos requeridos”, argumenta o documento de contestação.
Atlético-MG recebe indenização
Os dois torcedores foram excluídos do quadro de sócios do Atlético-MG. O clube ainda moveu uma ação contra ambos no mesmo TJ-MG. Os dois foram condenados e terão que pagar R$ 15 mil ao clube como indenização, que é o valor que o Galo foi condenado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

