Uma das novas casas da Copa Libertadores no Brasil a partir de 2023, o Paramount+, terá em seu comando um dos homens fortes das transmissões esportivas no país.
Segundo a publicação do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna no R7, Eduardo Zebini, que comandou o avanço do Fox Sports e era secretário-geral da CBF até março deste ano, será o responsável da emissora. O cargo não foi divulgado.
O Paramount+ tem um projeto ambicioso para transmissões esportivas no Brasil, e a compra de parte dos direitos da Copa Libertadores é o passo inicial.
Eles dividirão a cota de TV fechada com a ESPN.
Vale lembrar que Zebini fez o Fox Sports ser a principal casa da Libertadores, enquanto a emissora esteve em atividade, ou seja, até a compra do Grupo Disney. De acordo com a publicação do jornalista, Zebini é visto como “experiente, antenado, e criador de formatos inovadores”.
Carreira e demissão da CBF
Eduardo Zebini trabalhou em diversas emissoras brasileira desde os anos 1980. O seu primeiro trabalho foi no SBT.
Ele ainda atuou em outras TVs, como a Manchete, Band e Record, onde trabalhou com Milton Neves, dirigindo os programas “Terceiro Tempo” e “Debate Bola”.
Zebini também foi gerente de broadcasting do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, de onde saiu em 2011 para ser vice-presidente do Fox Sports. Ficou na emissora até 2020, mas deixou seu cargo em meio à fusão com o Grupo Disney.
Posteriormente, assumiu como secretário-geral da CBF, atuando por quase dois anos na entidade. Na Confederação, ele era responsável por comandar os processos de licitação de torneios e dividir os direitos de TV. Foi dele a ideia de dividir os direitos que eram exclusivos da Globo, desde 2003.
Entretanto, foi demitido antes de concluir o processo. Em março deste ano, Zebini foi um dos secretários que contrários ao novo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
Um dos indicados por Marco Polo Del Nero, ele foi classificado como “insubordinado” pelo atual mandatário, uma vez que defendeu que Dino Gentile, ex-diretor de patrimônio da entidade, assumisse a presidência da CBF.

